Para o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), o primeiro turno das eleições municipais foi marcado por propostas superficiais e irreais. “Teve muita mentira na campanha até agora. E isso é muito ruim para uma cidade que discute a necessidade de eleger um prefeito que tenha capacidade de encontrar soluções na adversidade. Não adianta achar que quem ganhar vai ter uma mala de dinheiro esperando em São Paulo e Brasília que não é verdade”, criticou.
Tobias votou às 10h20 no Colégio Ernesto Monte e reclamou junto aos fiscais da Justiça Eleitoral que a urna eletrônica não mostrou a foto do candidato a vereador. O problema foi isolado e, possivelmente, ocorreu em função do deputado ter digitado os números para o concorrente ao Legislativo e, quase simultaneamente, apertado a tecla confirma. Com isso, o mecanismo da urna não fez o processamento imediato da imagem do candidato, mas registrou o voto.
Sobre o embate no segundo turno, ele espera que a população escolha um gestor para a “cidade real”. “A cidade real está passando por muitas dificuldades e será preciso austeridade e muita criatividade para encaminhar algumas soluções, que não vão aparecer com mágica. Espero que o eleitor não vote em candidato, porque ele fala bonito ou é mais simpático que o outro. Isso é muito triste. A cidade precisa de alguém com capacidade para resolver os problemas. As promessas fajutas ainda estão na eleição. Não tem dinheiro a fundo perdido em Brasília para projetos caros. Tem de combater isso na eleição”, alfinetou Tobias na direção do peemedebista Rodrigo Agostinho (PMDB).
Já com um pé no confronto do segundo turno, o deputado argumentou contra a postura política dos adversários. “O PT e o PMDB deram apoio ao governo Tuga, inclusive no segundo turno passado. Até aí tudo bem. Agora dizer que vão buscar dinheiro para resolver os problemas. Tem de responder por que não trouxeram verbas até agora. A cidade tem de reagir contra isso”, comentou.
Sobre as dificuldades enfrentadas pelo PSDB na disputa em São Paulo, Tobias avalia que o candidato tucano Geraldo Alckmin sofreu mais pelos problemas do partido do que pelo seu potencial. “Quem derrubou o Alckmin foi o próprio PSDB, não foi ele. E isso é um absurdo. O partido se esfacelou em São Paulo. Eu achei que o PSDB era diferente, mas na eleição de São Paulo teve comportamento igual a todos. Isso é um problema que já gerou prejuízos. Pior briga é a que acontece dentro da casa da gente”, lamentou.