10 de julho de 2026
Regional

Lençóis Paulista faz sua 1a prefeita

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A professora aposentada, ex-diretora da Secretaria de Educação e Cultura Izabel Cristina Campanari Lorenzetti (PSDB), 56 anos, foi eleita prefeita da cidade de Lençóis Paulista. Bel Lorenzetti, como é conhecida, venceu Ailton Aparecido Laurindo, o Tipó (PV), com uma diferença de mais de sete mil votos.

A candidata entra para a história da cidade como a primeira mulher a ocupar o cargo máximo do Executivo nos 150 anos de Lençóis. Ela recebeu o apoio incondicional do atual prefeito Antonio Marise (PSDB), que cumpre sua segunda gestão. Sua candidatura começou desacreditada por faltar experiência administrativa e política em seu currículo.

“Pretendo continuar o projeto do Marise. Na minha administração vou priorizar a Educação e a geração de empregos”, disse ontem à noite.

‘Santinhos’

Os 20 locais de votação em Lençóis Paulista amanheceram forrados de santinhos dos candidatos a prefeito e a vereador. A disputa acirrada para prefeito exigiu muita atenção da Justiça Eleitoral que, com a ajuda da Polícia Militar, fez valer a lei do limite de boca-de-urna, permitida a apenas pelo menos 100 metros longe dos locais de votação.

A campanha de última hora foi o problema na eleição, comentou a chefe do cartório eleitoral Maria Carolina Guirado. “Eu acredito que o eleitorado, quando chega para votar, já está decidido”, disse ela lembrando que a campanha terminou no sábado. De acordo com a cartorária, em Lençóis foi registrado apenas um problema técnico com uma urna, que foi rapidamente resolvido sem a necessidade de substituição.

Na avaliação do comandante da 5ª Cia da Polícia Militar, capitão Alan Terra, o período pré-eleitoral foi bastante tumultuado. “No sábado foram registradas inúmeras brigas e troca de acusações. Um candidato a vereador sofreu agressão física, mas não soube declinar o nome do agressor”, relatou.

A votação na escola estadual Virgílio Capoani começou com fila de cerca de 100 metros, mas depois o movimentou se normalizou. Haroldo Giovanetti, 85 anos, aproveitou um intervalo da chuva fraca para votar. “Meu pai votou com 101 anos. Eu ainda posso escolher meu candidato e vim cumprir o meu dever, apesar de não ser mais obrigado”, afirmou.