09 de julho de 2026
Nacional

Prefeitos vencem ou vão ao segundo turno

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Todos os 20 prefeitos candidatos à reeleição nas Capitais garantiram vitória ou continuam no páreo, com vaga assegurada no segundo turno, de acordo com os dados disponibilizados até as 20h30 de ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os resultados parciais indicam que a alta taxa de reeleição é, desde já, uma marca desta eleição. Em 2004, só cinco prefeitos renovaram o mandato (veja quadro). Até o fechamento desta edição, nove prefeitos haviam garantido vitória ontem.

Dessas vitórias, já computadas pelo TSE, três foram acachapantes. Com 72% dos votos apurados, Cícero Almeida (PP), prefeito de Maceió, tinha 81% dos votos válidos contra 10% de Judson Cabral (PT). Em Curitiba, Beto Richa (PSDB) venceu Gleisi Hoffman (PT) com 77%. Em João Pessoa (PB), Ricardo Coutinho teve 73%.

Na vitória mais apertada, a petista Luiziane Lins garantiu com, 50,16% dos votos válidos, mais um mandato em Fortaleza. Em Aracaju (SE), também com placar apertado, Edvaldo Nogueira (PC do B) venceu Mendonça Prado (DEM) com 51% contra 21%. Em Vitória, João Coser (PT) obteve 65% dos votos, contra 31% de Luciano Rezende (PPS).

Outros três candidatos já haviam garantido vitória antes mesmo da totalização.

Em Porto Velho, com 98% das urnas apuradas, o petista Roberto Sobrinho tinha 59% dos votos válidos. Em Goiânia, o prefeito Íris Rezende (PMDB) tinha 73% dos votos com 80% dos votos válidos. Em Boa Vista, Iradilson Sampaio (PSB), ganhava com 54,35%, com 86% das urnas apuradas.

No início da noite, o prefeito de Palmas (TO), Raul Filho já havia sido reeleito com 44%. O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), já havia assegurado vaga no segundo turno contra Marcelo Lélis (PV), e outros três prefeitos estavam muito próximos, sempre de acordo com a apuração oficial: Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo; José Fogaça (PMDB), em Porto Alegre; e João Henrique (PMDB), em Salvador.

Além de se beneficiarem dos bons ventos da economia, os atuais prefeitos foram contemplados com um reforço no caixa, em comparação com 2004. A receita corrente nas Capitais chegou à média de R$ 59,6 bilhões em 2007- em 2004, era de R$ 41 bilhões.

Um exemplo: Cícero Almeida (PP), candidato à reeleição em Maceió, teve em 2007, 60,5% a mais de receita em relação a 2004. Até o início da noite, Almeida tinha o placar mais dilatado das capitais. Isso pode explicar, em parte, o grande número de reeleições nas principais cidades do país. O uso da máquina na hora de fazer campanha também é apontado como uma vantagem para quem ocupa o cargo. Dos nove prefeitos oficialmente reeleitos, três são do PT.