09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Piratininga, difícil acreditar...


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Há pouco mais de uma semana, em Piratininga, os vereadores eleitos pelos cidadãos no pleito municipal anterior e, com firme esperança de se reelegerem, se “presentearam” com um aumento abusivo nas verbas salariais para a próxima legislatura. Votaram a seu próprio favor um aumento superior a 80% enquanto, até hoje, os funcionários municipais sequer receberam reajuste salarial referente à inflação do período. A justificativa perneta seria que os funcionários públicos poderiam ser beneficiados com uma “reestruturação” futura (dizem as línguas mais crédulas que será Papai-Noel em pessoa o portador desse plano de reestruturação: é que o coelhinho da páscoa não pode comparecer esse ano...) Empregados municipais: esperem com fé... ou então, mobilizem-se!

Voltando à auto-ajuda concedida, nossos pujantes edis receberão, por mês, R$ 1.400,00. Pouco? Trezentos e cinqüenta reais por “hora trabalhada” (duas horas de “trabalho” a cada quinze dias e, eventualmente, horas extras em sessões extraordinárias)? Numa cidade-dormitório, onde o salário médio do cidadão não ultrapassa seiscentos reais por mês, e carente de serviços básicos como a saúde? Qual será a benção especial recebida pelos vereadores (qual será o santo?) que os tornam dignos de perceberam salário, por hora, 140 (!!!) vezes maior que o cidadão comum?

Marcos Assis