11 de julho de 2026
Articulistas

Um ‘estigma’ que persegue os mais votados em Bauru


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Em conversa recente com Gabriel Ruiz Pelegrina, relembramos o fato por ele levantado de que o vereador mais votado em uma eleição, pelos mais variados motivos, nunca conseguiu repetir o feito em outra. Foram 14 pleitos em 61 anos. Foram eleitos ocupando a melhor votação de cada pleito, os seguintes vereadores: João Virginio de Souza em 1947, Octavio Pinheiro Brisolla em 1951, Horácio Alves Cunha em 1955, Aimoré de Oliveira Pinheiro em 1959, Irineu Bastos, meu pai, em 1963, Alonso Campoi Padilha em 1968, Francisco Dal Médico em 1972, Isaías Milanesi Daibem em 1976, João Parreira de Miranda em 1982, Claudio Petroni em 1988, Pedro Tobias em 1992, De Angelis Rino Biagio em 1996, José Carlos de Souza Pereira (Batata) em 2000 e Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça em 2004. João Virginio de Souza foi o único que não se candidatou para a eleição seguinte.

Alguns, numa tentativa de mudança de rumos, disputaram a Prefeitura ou o cargo de vice-prefeito ou de deputado, no mandato posterior, como Octavio Pinheiro Brisolla em 1955, Irineu Bastos em 1968 (quando foi candidato a vice-prefeito em chapa casada com Nicola Avallone Júnior), Pedro Tobias deputado estadual em 1998 e Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, candidato a prefeito em 2008, com disputa com Caio Coube no segundo turno.

Diversos foram reeleitos, mas não galgaram novamente a primeira posição, como Horácio Alves Cunha em 1959, Aimoré de Oliveira Pinheiro em 1963, Alonso Campoi Padilha em 1972, Francisco Dal Médico em 1976, João Parreira de Miranda em 1988, Cláudio Petroni em 1992 e José Carlos de Souza Pereira (Batata) em 2004.

Houve também não reeleição, mesmo com menos votação do que o primeiro lugar, como aconteceu com Isaias Milanesi Daibem em 1982 e De Angelis Rino Biaggio em 2000.

O pleito de 2008 apontou como mais votado o jornalista Amarildo de Oliveira, do PPS, com expressivos 6.384 votos num universo de pouco mais de 178 mil votos válidos. Foi a maior votação já obtida por um vereador em Bauru.

Ele será observado e se candidatar em 2012 para uma cadeira no Legislativo Bauruense, fica aqui a indagação, a ser verificada no futuro: conseguirá ele romper com o “estigma” que persegue o vereador mais votado em cada pleito?

O autor, Irineu Azevedo Bastos, é colaborador de Opinião