10 de julho de 2026
Nacional

Heloísa Helena constrange vereador do próprio partido eleito com 453 votos

Folhapress
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Maceió - A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), eleita vereadora mais votada em Maceió, criticou ontem a legislação eleitoral e disse que o voto de legenda é imoral, por causa do quociente eleitoral. Segundo ela, “esse casuísmo” permite que um candidato muito bem votado, ceda a vaga para outro muito menos votado.

“A soma dos votos de legenda é imoral. Eu poderia ter sido a campeã de votos, com 18 mil votos, e não ter sido eleita”, justificou Heloísa, em entrevista ao “Jornal da Pajuçara Manhã”, da TV Pajuçara, afiliada a Rede Record. “Eu não esperava essa votação, até porque eu não estava disputando o primeiro lugar”, disse a nova vereadora. Ela disse que não é justo que um candidato com cinco mil votos não tenha conquistado uma cadeira na Câmara e outro, que tenha pouco mais de 400 votos, tenha sido eleito, por conta do quociente do partido. Heloísa Helena se referiu ao candidato Ricardo Barbosa (PSOL), que conquistou “suados” 453 votos. Ele conseguiu se eleger por conta da grande votação dela, 29.516 votos.

Para Barbosa, as declarações de Heloísa, além de deselegantes, são inoportunas. “Ela passou oito anos no Congresso e o que fez para mudar esse casuísmo eleitoral?”, questionou Barbosa, que é advogado, militou no movimento estudantil e sindical.