São Paulo - O PSDB de São Paulo oficializou ontem seu apoio ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), que busca a reeleição. Segundo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o prefeito foi um “bom gestor” que deu continuidade às metas do governador José Serra (PSDB).
“A grande satisfação é pelo fato que o partido soube entender as circunstâncias”, afirmou o ex-presidente ao falar sobre a disputa interna que dividiu o partido na campanha entre os apoiadores do prefeito e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato derrotado nestas eleições.
Segundo FHC, a razões do apoio a Kassab são “simples”. “Ele mostrou que é capaz de administrar a cidade. A cidade reconheceu que tem um bom gestor, o gestor que deu continuidade aos projetos do Serra”, disse.
Além do apoio a Kassab, o diretório estadual também oficializou seu apoio ao candidato Doutor Aidan (PTB) - que disputa o segundo turno com Vanderlei Siraque (PT) em Santo André- e Chiquinho do Zaira (PSB), que em Mauá concorre com Oswaldo Dias (PT), cidades da região metropolitana de São Paulo.
Além de FHC, participam da reunião o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), o presidente estadual, deputado Mendes Thame, e o presidente municipal, José Henrique Reis Lobo.
Serra subirá no palanque
O governador José Serra (PSDB), afirmou ontem, em entrevista à rádio Bandnews FM, que subirá no palanque do candidato à reeleição para a prefeitura da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), se for chamado. “Vou apoiar o Gilberto Kassab, que acredito é a melhor opção para São Paulo, foi muito bem nos últimos anos, na prefeitura, me sucedeu, deu continuidade aos programas, inovou. Acho que é a melhor escolha, mas não vou deixar de lado minhas tarefas de governador, fui eleito para isso, vou ao palanque (de Kassab) ser for chamado, se for necessário”, disse Serra.
Alckmin apóia, diz FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Geraldo Alckmin (PSDB) já está no palanque do democrata. Segundo ele, não é preciso que Alckmin apareça ao lado do atual prefeito para que o apoio seja declarado.
“A expressão subir no palanque é meramente uma metáfora, porque na medida em que o partido já apoiou (Kassab) e o Geraldo (Alckmin) tem uma posição conforme a do partido, ele já subiu no palanque”, disse o presidente de honra do PSDB.
Alckmin, no entanto, não participou da reunião do diretório municipal que definiu a aliança no segundo turno, anteontem à noite, e nem do ato que oficializou a parceria PSDB-DEM em São Paulo na tarde de ontem.
Segundo José Henrique Reis Lobo, presidente municipal da legenda, após sair da disputa pela Prefeitura de São Paulo, Alckmin foi a Pindamonhangaba (SP), sua cidade natal, para descansar.
Apesar da aliança na atual gestão, Alckmin e Kassab protagonizaram as principais trocas de farpas no primeiro turno das eleições deste ano. Durante a campanha, Alckmin chamou Kassab de “dissimulado” e o acusou de cooptar membros do partido para seu lado. Para FHC, os ataques foram feitos no calor do momento e fazem parte da política.
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Kassab diz que vira ‘tucano’
São Paulo - O prefeito Gilberto Kassab disse ontem que apoiaria o ex-adversário Geraldo Alckmin (PSDB) se fosse o tucano que tivesse passado para o segundo turno da eleição municipal. Kassab afirmou que espera com “expectativa” e “tranqüilidade” pelo apoio de Alckmin.
“Evidentemente que se o Alckmin tivesse ido ao segundo turno, ele teria meu apoio. Mas o PSDB definiu que ele vai adotar a posição do partido”, disse Kassab.
Kassab afirmou que aguardava com expectativa pela decisão oficial do PSDB. “As instâncias partidárias estão sendo consultadas e em breve vamos ter uma decisão. Aguardo com expectativa positiva. O apoio será muito bom.’
Apesar de dizer que a decisão precisa ser oficializada, Kassab afirmou ontem que vira tucano. “Vocês viram. Hoje é o dia em que eu viro tucano”, disse Kassab com máscara de proteção no centro de inspeção veicular do Jaguaré.