10 de julho de 2026
Nacional

Parte da Polícia Civil negocia fim da greve em SP

Folhapress
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São Paulo - O governo de São Paulo e lideranças da Polícia Civil continuam nos próximos dias negociando o fim da greve da categoria, iniciada no dia 16 de setembro. Na manhã de ontem, a maioria dos policiais civis de São Paulo voltaram a trabalhar normalmente nos DPs paulistas, segundo os representantes do movimento.

A suspensão da greve em 48 horas a partir de ontem foi decidida na última segunda-feira, em reunião de delegados da Associação de Delegados de Polícia de São Paulo (Adpesp). Esta medida, segundo o presidente da associação, Sérgio Marcos Roque, facilita as conversações com o governo. “Essa suspensão abre possibilidade de negociação”, disse.

Até a manhã de ontem, os DPs que aderiram à paralisação atendiam apenas casos considerados de emergência - como prisão em flagrante e remoção de cadáver -, de acordo com orientação de uma cartilha elaborada pelo movimento grevista.

Segundo a Adpesp, as negociações entre o governo e os grevistas tiveram um avanço anteontem. A aposentadoria especial, uma reivindicação antiga da categoria, deverá ter um projeto de lei elaborado e encaminhado à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) ainda nesta semana.

A negociação da extinção da 5.ª e da 4.ª classes da polícia civil também está avançada, segundo lideranças do movimento. Nos próximos dias deverão ser discutidas as outras reivindicações dos grevistas: 15% de reajuste ainda neste ano; adoção de somente um adicional de local de exercício (atualmente são três valores); estágio probatório a partir da terceira classe - primeiros três anos de carreira; 20% de aumento de salário entre as classes e incorporação de adicionais no salário.