07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• PSOL fica neutro

O PSOL decidiu ontem que o partido não apoiará nenhum dos candidatos a prefeito de Bauru no segundo turno. “A nossa avaliação é que os candidatos e seus partidos não contemplam um programa socialista, mas de continuidade à lógica neoliberal praticada de forma hegemônica em todo país”, cita a nota. O partido considera que o eleitor que acredite na tese socialista deve estar liberado para decidir seu voto.

• Sobre o aumento

Uma das questões que mais atingiram em cheio a atual legislatura e a campanha eleitoral de muitos dos integrantes da Câmara Municipal de Bauru foi o reajuste de mais de 54% na remuneração dos parlamentares a partir de 2009. Os vereadores reeleitos nem quiseram tratar do assunto, que está na página 3. Já os novos membros da Casa de Leis, em sua maioria, falam o óbvio: são contrários ao generoso aumento.

• Postura política

A questão é que uma parte da nova Câmara que assumirá em janeiro de 2009 utilizou, entre outras críticas, exatamente o aumento nos subsídios como plataforma para seduzir o eleitor. De certo, o que se tem é que os eleitos irão receber mensalmente subsídio de R$ 6.192,03 ao invés dos R$ 4.019,90 atualmente pago. Ninguém ousou falar em fazer uma cruzada por um projeto de lei da Mesa reduzindo os subsídios!

• Partidos - correção

O infográfico sobre a evolução das bancadas na Câmara de Bauru, publicado ontem, na página 3, tem duas incorreções. Uma é que o PDT tem, sim, um vereador (Fabiano Mariano) eleito neste ano. Grafamos incorretamente que ele é do PTB. Outra é que o PSB elegeu um vereador em 2004 (Primo Mangialardo), embora ele tenha se transferido para o PV posteriormente. Pedimos perdão pelos erros.

• Noiva mudou a data

O novo Partido Verde (PV), que saiu revigorado das urnas no último domingo, nem chegou a realizar ontem à noite a reunião que o comando do partido havia anunciado. Segundo a informação da direção, alguém se atentou para o fato de que os candidatos a vereador que carregaram o piano da legenda deveriam ser ouvidos, ainda que não integrem o grupo dos 11. Ou seja, mudaram a data da visita da noiva ao cabeleireiro. O que não se sabe é se haverá algum casamento.

• Arqueologia política

Tem gente levantando arquivos de 2000 a 2004 para ver o que pode ser encontrado na performance dos atuais candidatos a prefeito nesta segunda fase da campanha. Que a campanha vai esquentar no segundo turno, a coluna não duvidava e antecipou a previsão. Mas a questão é que, a julgar pelos dados de bastidores, ninguém garante a essa altura que incendiar a campanha será bom para este ou aquele.

• Temor do recadastro

E a população continua se assustando com a visita de técnicos contratados pela Seplan para realizar o recadastramento imobiliário. Depois do Jardim Higienópolis, nesta semana a empresa que realiza medições nas casas que tiveram ampliação em relação ao projeto original está visitando residências da Vila Alto Paraíso. O próximo IPTU já pode vir mais salgado, se der tempo de atualizar os lançamentos.