08 de julho de 2026
Polícia

Outro ‘chupa-cabras’ é apreendido

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Mais um chupa-cabras é apreendido em Bauru. O aparelho utilizado para clonar cartões bancários foi descoberto no início da tarde de ontem em um terminal de auto-atendimento do banco Nossa Caixa, no Jardim Cruzeiro do Sul.

De acordo com o divulgado pela Polícia Militar (PM), um cliente do banco que iria utilizar o caixa eletrônico percebeu o dispositivo e acionou a polícia. Uma equipe foi deslocada até o endereço do terminal, na quadra 13 da avenida Cruzeiro do Sul. O equipamento foi apreendido e levado ao 4.º Distrito Policial.

No sábado passado, um outro dispositivo semelhante foi encontrado em um caixa eletrônico da cidade. Na ocasião, dois homens foram presos suspeitos de terem instalado o chupa-cabras. Eles teriam admitido aos policiais militares que instalaram o aparelho no caixa eletrônico pela manhã e, do quarto de um hotel na cidade, com o auxílio de um notebook, armazenavam as senhas dos clientes que utilizavam a máquina de auto-atendimento. Com os dados e a senha da conta, o golpista clona o cartão do cliente do banco sem que ele nada perceba. A partir daí, faz saques, transferências, empréstimos e outras operações bancárias como se fosse o titular da conta.

Coincidentemente nos últimos dias, duas pessoas procuraram a PM para denunciar movimentações em suas contas. Nos dois casos, elas garantiram que não fizeram as operações. Na manhã de anteontem, uma delas verificou saldo negativo em sua conta. Foram realizadas quatro transferências no valor de R$ 2 mil cada uma, um saque de R$ 600,00, um empréstimo eletrônico de R$ 7,4 mil e três saques de R$ 800,00. Todos esses movimentos foram realizados entre os dias 22 e 25 de setembro.

A outra pessoa informou ter percebido saque em sua conta corrente, no valor de R$ 8,7 mil, entre 20 de setembro e 5 de outubro. No último dia 4, recebeu em sua residência três extratos de empréstimo feitos em caixas eletrônicos no valor de R$ 8,5 mil . Ela garante que não movimentou sua conta corrente nesse período e nem efetuou os empréstimos. Ao procurar sua agência, a cliente foi informada que seu cartão podia ter sido clonado.