09 de julho de 2026
Nacional

Gilberto Kassab nega ser candidato da direita

Folhapress
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São Paulo - O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), não quis polemizar as declarações de integrantes do primeiro escalão do governo federal, que anteontem se reuniram em São Paulo para apoiar a candidata petista Marta Suplicy. Kassab negou ontem fazer parte da direita conservadora, discurso adotado por ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Todos sabem que não (faço parte da direita)”, se limitou a dizer o prefeito.

Anteontem, integrantes e aliados do governo federal fizeram duros ataques a Kassab. O democrata foi chamado de “síndico” e “conservador” por Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência). Já o ministro Carlos Lupi (Trabalho) afirmou que não se conformaria em ver uma das maiores metrópoles do mundo “na mão de uma direita disfarçada”.

Kassab também não se mostrou preocupado com a “tropa de choque” montada pela adversária e disse que o que mais importa não são as pessoas envolvidas na campanha, mas o desempenho individual de cada candidato. “O mais importante não é quem está do lado dela (Marta) ou do meu lado e sim mostrar as propostas”, afirmou.

Ele também rebateu críticas da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que anteontem disse que o prefeito está de “salto alto”. Segundo pesquisa Datafolha, o democrata lidera a corrida eleitoral com 54% dos votos, 17 pontos percentuais à frente de Marta. “A eleição no segundo turno é muito difícil, o eleitor está sendo muito respeitado”, disse.

O prefeito não comentou a ausência de tucanos aliados do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) em vistoria feita anteontem em obras no autódromo de Interlagos. Dos 17 representantes da bancada federal do partido, oito estiveram ao lado do democrata.

O prefeito afirmou que já tem com a legenda uma aliança administrativa e que agora foi fechado oficialmente o apoio, que não houve no primeiro turno. “É a retomada de uma aliança eleitoral que tem acontecido com bastante naturalidade na cidade, no Estado e no país”, afirmou.