Sono excessivo durante o turno de trabalho, indisposição, cansaço e desconcentração podem ser sintomas de alimentação inadequada. Além disso, maus hábitos alimentares colaboram para o desenvolvimento de um grande número de doenças, como a obesidade, hipertensão, anemia, diabetes e cardiopatias.
Por isso, antes de atacar um gorduroso salgadinho no horário de intervalo do serviço, é preciso reaprender a se alimentar. E optar pela marmita pode ser uma grande saída para quem quer manter a saúde, a forma física e uma boa performance profissional.
Pelo menos é o que afirmam especialistas consultados pelo JC. Eles defendem que se alguns cuidados forem tomados antes de se preparar ou escolher o estabelecimento comercial onde comprar a famosa quentinha, a alimentação correta fora de casa é garantida.
“Os nutrientes de uma refeição completa são sempre mais balanceados do que um lanche ou pacote de bolacha. Em um marmitex, você tem carboidratos, proteínas e ferro, entre outros elementos”, enumera a endocrinologista Nancy Bueno Figueiredo.
A quem opta por comprar a marmita pronta de um dos inúmeros restaurantes que oferecem serviço de entrega na cidade, ela orienta o cliente a visitar, pelo menos uma vez, o estabelecimento, a fim de observar as condições de higiene do ambiente dos funcionários e, se possível, até mesmo da cozinha onde a comida é preparada.
“Esse é um fator muito importante. Sem a devida higiene, o alimento pode provocar uma série de doenças, como infecções bacterianas e parasitárias, que podem causar diarréia, vômito e desidratação”, alerta a médica.
Controle
Foi depois de tomar essas precauções que a estagiária Mariana Pícaro Cerigatto, 23 anos, escolheu uma marmitaria de confiança que entrega a “quentinha” diariamente no seu local de trabalho. Como não tem tempo de voltar para casa e por considerar o preço da comida a quilo bastante salgado, ela diz gastar R$ 4,50 por um minimarmitex, cujos ingredientes variam durante a semana.
“É mais barato e eu tenho controle de quanto vou gastar por dia. E, além do arroz e feijão, sempre vem uma salada, uma batata e uma carne, que pode ser frango, churrasco ou um refogado. Sabendo escolher, é muito mais saudável”, avalia.
Para a nutricionista Roseli Claus Bastos Pereira, professora do curso de nutrição da Universidade do Sagrado Coração (USC), a distribuição ideal dos grupos alimentares deve contemplar carboidratos (presentes no arroz e no feijão), proteínas (encontradas nas carnes e ovos) e alimentos reguladores como legumes e verduras.
“A quantidade de cada nutriente será determinada pelo peso de cada pessoa, pela idade, pelas atividades físicas que ela pratica e o tipo de trabalho que ela desenvolve”, explica. O importante, segundo ela, é o equilíbrio: quanto mais colorida for a refeição, mais nutrientes o organismo receberá.