07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Tiroteio verbal

A artilharia mais pesada da campanha eleitoral a prefeito de Bauru do segundo turno começou pelo rádio. Na TV, por enquanto mais contida, os candidatos reservaram o tempo para apresentar propostas de governo. Ontem, a aliança de Caio se valeu do rádio, das inserções na TV e até de panfletos para tentar tirar votos de Rodrigo.

• O alvo é a vice

O alvo de Caio Coube neste início de segundo turno é a vice de Rodrigo, a petista Estela Almagro. Em todas as oportunidades, e até em emails que circularam pela Internet nos últimos dias, as críticas estão concentradas na tentativa de desqualificar Estela e o PT.

• No contra-ataque

A assessoria do candidato Rodrigo Agostinho (PMDB) informa que pretende responder com representações na Justiça Eleitoral para frear “o ímpeto exaltado” dos tucanos. A vinculação ao governo José Serra (PSDB) será combatida e as críticas, sobretudo no rádio, já estão sendo submetidas à avaliação da assessoria jurídica para ações na Justiça Eleitoral.

• O incendiário

O vereador Clemente Rezende (DEM), vice de Caio Coube, parece adotar postura própria no processo eleitoral dentro do Legislativo. Na semana passada, Rezende saiu batendo em Rodrigo e ontem seu requerimento para rediscutir o salário do vice-prefeito incendiou a reunião. O fogo veio até do lado amigo. O vereador Marcelo Borges (PSDB) considerou a atitude demagógica e, por isso, se posicionou veementemente contrário.

• Chamado à razão

Com sua intervenção, Borges demonstra posicionamento de quem tem maturidade política suficiente até mesmo para contradizer um aliado de campanha. Novamente, como é hoje, no próximo mandato o tucano será uma das principais referências da política bauruense.

• Dando o troco

A renovação de 80% na Câmara Municipal de Bauru levou os atuais detentores de mandato a pedir abertamente que os eleitos se posicionem sobre qual é o valor adequado da remuneração para os próximos quatro anos. E como os próximos vereadores só poderão legislar para definir vencimentos acima dos atuais para 2013, os parlamentares atuais falam em rediscutir o subsídio até o final do ano.

• Avaliação jurídica

A remuneração é fixada pelos vereadores na legislatura anterior justamente para evitar que legislem em causa própria. A legislação estabelece o princípio da anterioridade (fixação no mandato anterior, antes da eleição, para valer no ano seguinte). Há uma corrente na Câmara que alega que, por se tratar de possível redução do subsídio, os vereadores poderiam rever a fixação aplicada para 2009 em R$ 6,2 mil.

• Falha técnica

Devido à falha técnica na produção do programa eleitoral na TV, o candidato a prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) perdeu ontem várias inserções de propaganda eleitoral de 30 segundos. A assessoria do peemedebista esclareceu que a “ansiedade e a readequação no programa” fizeram esquecer o plano de mídia.