09 de julho de 2026
Internacional

Após deixar Pando, bolivianos pedem refúgio ao Brasil

Por Folhapress | Com Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

La Paz - Mais de 70 pessoas que fugiram para o Brasil depois dos conflitos no departamento boliviano de Pando, sob estado de sítio, apresentaram solicitações formais de refúgio no país. Os pedidos ainda serão analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça.

A informação é do Acnur (Alto Comissariado para Refugiados da ONU) no Brasil. A lista de quem pediu refúgio é sigilosa. Segundo a assessoria do Ministério da Justiça, só chegaram a Brasília, até agora, os pedidos de três famílias bolivianas. A pasta estima que a análise das solicitações deve demorar: há fila de pedidos e ainda se espera definição da situação política no país vizinho.

Segundo o Acnur, são quase 600 os bolivianos que cruzaram a fronteira para se esconder no Acre, principalmente após o massacre na cidade pandina de Porvenir, no qual morreram ao menos 15 simpatizantes do presidente Evo Morales.

Marcha avança

Milhares de sindicalistas e camponeses bolivianos completaram ontem a metade da caminhada de 200 quilômetros até La Paz, aumentando a pressão para que o Congresso convoque um referendo sobre uma nova Constituição promovida pelo presidente Evo Morales.

A chamada “marcha pela refundação da Bolívia” prossegue enquanto persistem as dúvidas em torno de um acordo entre governo e oposição antes da votação parlamentar de quinta-feira sobre a convocação do referendo.

A oposição tenta introduzir alterações de última hora no projeto constitucional, em troca dos votos necessários para convocar a votação popular - é necessária uma maioria de dois terços.

Os mais de 10 mil manifestantes, entre eles centenas de mulheres indígenas carregando crianças, chegaram ontem a Patacamaya, cerca de 100 quilômetros ao sul de La Paz, segundo imagens mostradas na TV.