09 de julho de 2026
Internacional

Bolsa de NY tem maior queda em 21 anos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - As preocupações em relação à economia dos Estados Unidos - e às perspectivas de entrar em recessão - levaram as Bolsas americanas a fechar em forte baixa ontem. O Dow Jones Industrial Average, principal índice da Bolsa de Nova York, perdeu 733 pontos, a segunda maior queda em pontos da história e a maior perda percentual em 21 anos, segundo a consultoria Economática.

Com retração de 7,87%, o Dow Jones fechou aos 8.577,91 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 9,03%, indo para 907,84 pontos. A Bolsa Nasdaq encerrou seus negócios em baixa de 8,47% no indicador Nasdaq Composite, aos 1.628,33 pontos.

As ações caíram influenciadas por uma combinação de dados econômicos negativos - incluindo um forte recuo das vendas no varejo - e a constatação do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) de que as condições de crédito estão prejudicando os negócios no país.

Paulson

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse hoje que a compra, por parte do governo, de ações de instituições bancárias estabilizará o sistema financeiro, mas advertiu que continuarão as dificuldades econômicas.

“Não há dúvida de que a forma de obter o maior impacto do dinheiro dos contribuintes aqui era investir nos bancos”, disse Paulson no programa “Good Morning”.

Europa

As bolsas européias fecharam ontem com perdas acentuadas. A tensão entre os investidores sobre o risco de quebras de bancos diminuiu, depois de anunciadas iniciativas na Europa e nos EUA que, em conjunto, já passam dos US$ 2 trilhões. Mesmo assim, o temor de uma recessão global permanece.

A Bolsa de Londres fechou em baixa de 7,16%, ficando com 4.079,59 pontos; a Bolsa de Paris teve queda de 6,82% e fechou com 3.381,07 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve perda de 6,49%, fechando com 4.861,63 pontos; a Bolsa de Amsterdã caiu 7,56% e ficou com 263 pontos; a Bolsa de Milão teve baixa de 4,95%, fechando com 16.840 pontos; e a Bolsa de Zurique fechou em baixa de 5,58%, com 5.911,17 pontos.

A Comissão Européia, o órgão Executivo da União Européia (UE), propôs ontem ampliar para 100 mil euros (cerca de US$ 136 mil) a garantia mínima para os depósitos em contas bancárias privadas no caso de falência de um banco do bloco. Esse limite já havia sido ampliado de 20 mil para 50 mil euros na semana passada e algumas das maiores economias européias -França, Alemanha, Itália e Espanha- anunciaram garantias ainda mais generosas.