07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

ENGANAÇÃO

Estou bem lembrado, quando o então presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, disse que seu sonho seria organizar o campeonato da Primeira Divisão com 48 clubes. Foram criadas as séries A1, A2 e A3, cada uma com 16 equipes. Sonho realizado, mas só do dirigente, porque algumas agremiações foram enganadas. Outra conversa pra boi dormir é chamar a Série B estadual de Segunda Divisão. Se a A3 é uma autêntica Terceirona, a B não passa de uma Quarta Divisão. A CBF também tem suas propagandas enganosas. O Brasileiro da Série C terá 20 clubes, como nas séries A e B, mas divididos em dois grupos de dez, que se enfrentarão dentro das chaves, em ida e volta. Os quatro melhores de cada chave avançam para a fase seguinte. A partir daí, os oito times se enfrentarão no sistema mata-mata, e os quatro semifinalistas garantem o acesso. A CBF enganou, porque, no início do ano, anunciou que a próxima Série C seria nos moldes das outras duas divisões, ou seja, pontos corridos com turno e returno, garantindo, assim, a participação das equipes o ano todo.

FORÇA, LUSA

Time que vai mal, quando atua como mandante, tem praticamente a obrigação de vencer qualquer adversário. Foi o que aconteceu com a Portuguesa, que fez prevalecer os fatores campo e torcida, e manteve o bom aproveitamento no Canindé, neste Campeonato Brasileiro. Com a importante vitória sobre o líder Grêmio, a Lusa deixou a zona de rebaixamento e ainda deu uma forcinha aos co-irmãos que estão na luta pelo título. Ocupa agora a décima-sexta colocação, mas merecia uma posição melhor, porque tem bom elenco e não vem jogando mal. Acho que falta controlar a ansiedade e não oscilar tanto em suas atuações. Sábado, a Portuguesa enfrenta o Náutico, nos Aflitos, num confronto direto contra a degola, e torço para que tenha a mesma determinação mostrada na partida contra o Grêmio. Por sinal, a vitória do último domingo à noite foi mais tranqüila do que muita gente esperava.

OS CLÁSSICOS

Na rodada dos clássicos, quem se deu bem foi o Cruzeiro, que venceu o Atlético e voltou a ser vice-líder, já que o clássico paulista terminou empatado. Por sinal, Palmeiras e São Paulo protagonizaram 90 minutos de pura emoção, sem dúvida, o melhor jogo até aqui do Brasileirão. O favoritismo cantando pelos palmeirenses durante a semana não se comprovou em campo. Empate também no clássico pernambucano. O Sport segue no meio da tabela de classificação, enquanto o Náutico se mantém perto da zona de degola. No Rio, a vitória manteve o Flamengo em quinto e na briga pelo título. Já o perdedor Vasco, continua segurando a lanterna.

DIFÍCIL

Revoltados com a atuação da Ponte Preta no empate com o Fortaleza, torcedores da Macaca quase agrediram jogadores e comissão técnica. O resultado de sábado deixou a Macaca distante da briga pelo acesso, já que ocupa a sexta posição no Brasileiro da Série C, com 48 pontos, três a menos que o quarto colocado Barueri. Agora, serão dois jogos fora de casa contra os concorrentes diretos Avaí e Vila Nova.

DESCARTADO

Além de manter contatos com vários jogadores, Luiz Carlos Martins vem observando partidas da Série B visando a montagem do elenco noroestino para o ano que vem. Dos reforços visados, um está fora dos planos. Trata-se do valorizado meia-atacante Xuxa, do Mirassol.

ALÇAPÃO

Vanderley Soares acha que se o gramado do Alfredo de Castilho ficasse próximo da torcida, o jogo seria mais interessante, porque o público poderia ver os jogadores e os lances mais de perto. Além disso, haveria mais pressão sobre o time adversário e arbitragem. Essa é uma velha reivindicação. Quando o Noroeste disputava a Série C, alguns torcedores pediam para que seus jogos fossem realizados nos distritais. Estádios com pistas de atletismo e alambrados longe da galera, como o de Bauru, Maracanã, Mineirão e Morumbi, são praticamente neutros. O noroestino Vanderley lembra o Santos, que costuma se dar bem no seu alçapão da Vila, e o Boca Juniors, quase imbatível na Bombonera, onde o jogador é quase agarrado pelo torcedor, quando vai dar o arremesso lateral.

SUCESSO

Não vi a Corrida da Longevidade, mas fiquei sabendo que a prova pedestre realizada domingo, em Bauru, foi um sucesso total. Nem poderia ser diferente, porque contou com centenas de participantes, entre eles, 50 do atletismo de ponta - do Brasil e exterior. A presença dos quenianos valoriza o evento e é uma motivação a mais até para os iniciantes no ramo. A Bradesco Previdência está de parabéns.

CURIOSIDADE

O ótimo meia Jorge Wagner, do São Paulo, foi lançado no profissionalismo por Luiz Carlos Martins, quando o atual técnico do Noroeste trabalhava no Bahia.

MEMÓRIA

Copa do Mundo do México/1970: Brasil 3 x 1 Uruguai, em Guadalajara. Cubillas abriu o placar; Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino fizeram os gols da virada. Árbitro: Jose Maria de Mendibi (Espanha). Público pagante: 52.261. Brasil: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino. Técnico: Zagallo. Uruguai: Mazurkiewicz; Ubinas, Ancheta, Matosas e Mujica; Montero e Manero (Esparrago); Cubilla, Fontes, Cortez e Moralez. Técnico: Hohberg.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço músico (violão e voz) e ex-técnico de vôlei Isaac Ferraz - pai do Yago -, sua mulher Luana, sogra Mazé e cunhado Gabriel, ex-jogador do Ituano.