11 de julho de 2026
Esportes

Basquete: GRSA vence Casa Branca na prorrogação em jogo ‘quente’

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Numa disputa repleta de tensão, com ou sem a bola em jogo, o GRSA/Bauru Basketball Team garantiu, no sufoco, mais uma vitória dentro de seus domínios pelo Campeonato Paulista de Basquete Masculino da Série A-1, ao bater Casa Branca por 79 a 71. O time de Guerrinha conseguiu abrir vantagem apenas nos instantes finais do jogo, que foi decidido na prorrogação.

O próximo desafio da equipe bauruense está marcado para segunda-feira à noite, contra a Conti/Assis, em domínios adversários. Já Casa Branca viaja novamente, no mesmo dia, para enfrentar o time de Limeira.

A partida de ontem teve como um dos destaques o retorno às quadras do pivô Allison, afastado às vésperas da estréia no Estadual, por suspeitas de problemas cardíacos, descartados após exames em São Paulo. Ele atuou até próximo da metade da partida, que acelerou o coração dos torcedores que lotaram o ginásio da Luso e apoiaram o time até os instantes finais que garantiram a vitória.

O jogo

Com a partida equilibrada desde o início, o Casa Branca mostra que veio disposto a jogar nos erros do GRSA. Mesmo assim, o time da casa consegue boa vantagem no começo e abre 13 a 8. Allison também mostra que está com fome de jogo, com dois tocos seguidos. No entanto, falhas de Bauru impulsionam reação dos visitantes, que conseguem igualar em 18 a 18, números finais do primeiro quarto.

Na segunda etapa, o mesmo cenário : dificuldades no ataque bauruense provocam contra- ataques dos visitantes, que chegam a abrir quatro pontos. O GRSA, que mostrava-se desatento, acorda no final do período, que, mesmo assim, termina com vantagem para Casa Branca – 33 a 34.

O GRSA inicia o terceiro quarto com pinta de quem está mais ligado, empata e toma a frente em curta vantagem. Mas os erros prosseguem. Até mesmo o norte-americano Larry Taylor, considerado o “motor” do time, perde lances infantis, que resultam em contra ataques. Num desses, ele chega a perder a bola sozinho, em jogada que resulta em faltas e respectivas conversões de lances para Casa Branca, que, dessa forma, abre larga vantagem e termina o terceiro quarto oito pontos a frente : 50 a 58.

Erros de lances arriscados de longe, fruto da dificuldade em infiltração na defesa adversária, anunciavam um desfecho infeliz para o GRSA. No entanto, após a apatia demonstrada na maior parte do duelo, Bauru acorda. O primeiro lance dessa nova postura vem com Gaúcho, que, em boa jogada diminui a vantagem para oito pontos. Em seguida, ele emenda uma cesta de três pontos, após arriscar da zona morta.

A torcida se inflama e o GRSA passa a aproveitar as chances, de olho no cronômetro. Após uma violação, que resultou em marcação de falta a favor do GRSA, que, a 18 segundos do final, ainda perdia por dois pontos, revertidos a tempo de levar o jogo para a prorrogação.

Gigantes no “Ringue”

Nos momentos decisivos, além do jogo, Casa Branca também perdeu a cabeça. Numa falta marcada para Bauru, os jogadores Marcelinho e Bruno, inconformados, partiram para cima do árbitro Mauricio Antunes, agredido com chutes. Esse ato resulta em confusão generalizada entre jogadores de Casa Branca, árbitros e representantes da Federação Paulista de Basquete (FPB). O jogo fica paralisado durante, aproximadamente, 20 minutos. Após a expulsão dos jogadores de Casa Branca e aparente esfriada nos ânimos, a partida, interrompida com vitória parcial bauruense, recomeçou.

Larry Taylor encaixa uma série de cinco lances livres e dá números finais para o confronto. “Não importa como, o importante é vencer”, sintetiza Gaúcho, do GRSA, após o tumultuado jogo. “Se o jogo não fosse aqui hoje, jamais ganharíamos”, considera o técnico Guerrinha, ao elogiar a torcida que, além de apoiar o tempo todo, não se rendeu ao tumultu que ocorria em quadra. Com a bola em jogo, o destaque ficou novamente para Larry Taylor, que, apesar de uma atuação apagada, em comparação a outras apresentações, foi o cestinha, com 23 pontos.