Tel Aviv - O partido religioso israelense Shas anunciou ontem que não participaria da coalizão liderada por Tzipi Livni, reforçando a tendência de eleições legislativas antecipadas. Livni deu o prazo até domingo para a formação de um governo viável.
Até agora a sucessora virtual de Ehud Olmert, que ainda exerce interinamente a função de primeiro-ministro, tem o apoio de seu partido, o Kadima (centro), com 29 deputados, e dos trabalhistas, com 12. Apenas uma negociação de última hora com pequenos partidos e com os quatro deputados árabes permitiria obter a maioria no Parlamento unicameral de 120 cadeiras.
As negociações de Livni com o Shas fracassaram porque a agremiação ortodoxa exigiu que a divisão de Jerusalém não entrasse nas negociações de paz com os palestinos. O Shas também queria um aumento no orçamento social e o cumprimento de compromisso fechado com Olmert em 2006 para que tribunais de rabinos resolvessem disputas familiares.
O Kadima e o Partido Trabalhista querem evitar eleições legislativas antecipadas, que favoreceriam o Likud (direita). Isso levaria de volta Benjamin Netanyahu à chefia do governo. A hipótese é temida pelos palestinos em razão da aversão do Likud em fazer concessões.