11 de julho de 2026
Política

Eleição em duas etapas favorece alianças

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

A realização de eleições em dois turnos permite também aos candidatos angariar apoios junto a partidos e candidatos que não conseguiram avançar para a segunda fase do pleito. Como essas negociações envolvem, em geral, a troca de cargos na administração pública, elas costumam ser vistas com reserva por um bom número de pessoas.

A cientista política Maria Teresa Kerbauy, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, não vê tais acordos sob uma ótica negativa. “Os partidos que não avançaram ao segundo turno não podem ficar alheios ao processo eleitoral. Imagine, por exemplo, que um grupo derrotado fique em cima do muro, esperando o resultado das eleições para se posicionar - muita gente poderá considerar imoral esse tipo de postura”, argumenta.

Para o ex-deputado estadual Roberto Purini, as alianças são sempre válidas, desde que feitas em favor da cidade. “Temos de nos conscientizar de que ninguém vence sozinho e que os acordos são requisito básico da governabilidade”, diz.

O professor Gerson Trevisani, o Duda, diretor do Grupo Preve, tem visão parecida à de Purini, mas lembra que “os acordos devem ser feitos entre partidos políticos, não entre indivíduos.”

Purini ressalva que o próximo governante de Bauru precisará do apoio da Câmara Municipal para governar e faz um apelo aos futuros vereadores. “Os dois candidatos a prefeito afirmam querer fazer o melhor para a cidade, mas apenas um deles alcançará poder. Espero que aquele que perder chegue para seus companheiros e procure encontrar meios para somar forças com o Executivo, em benefício da população”, pensa.