Cautela mineira
O prefeito eleito Rodrigo Agostinho (PMDB) demonstrou a cautela de um mineiro o tempo todo, ontem, após a confirmação de sua vitória nas urnas. Não adiantou quase nada a respeito de suas primeiras decisões após eleito. Nem mesmo sinalizou se o governo será feito apenas pelos partidos aliados ou se haverá uma espécie de coalização com outras forças.
Falou com Caio
À noite, após a maratona de visitas aos órgãos de comunicação, que começou pelo Café com Política do JC e terminou na quadra 10 da rua 13 de Maio, em um comitê de campanha, Rodrigo ligou para Caio Coube (PSDB) para cumprimentar o adversário pela campanha. A conversa entre ambos foi marcada pela cordialidade.
Atos conjuntos
O prefeito Tuga Angerami declarou ontem que vai disponibilizar uma sala no Palácio das Cerejeiras para que Rodrigo possa usá-la para a transição. Ressaltou que o secretariado está orientado a prestar as informações necessárias ao novo prefeito. Tuga salientou ainda que todas as decisões importantes que tiver de tomar a partir de agora serão discutidas com seu sucessor.
Dorme pouco
Rodrigo abdicou da companhia de amigos e familiares nos últimos meses por causa da campanha eleitoral. Ontem, ele votou logo pela manhã, por volta das 8h30. “Dedicamos quase que o tempo integral para a campanha”, disse. Revelou que é de sua natureza dormir pouco (4 horas por noite).
Quebrou a série
O palmeirense Rodrigo Agostinho quebrou uma sequência de quase 40 anos de uma espécie de política tricolor-corintiana. Desde Alcides Franciscato, corintiano, até Tuga Angerami, que é sãopaulino, só tivemos prefeitos sãopaulinos e corintianos. Edmundo (São Paulo), Sbeghen (Corinthians), Tuga, Izzo (corintiano), Tidei (sãopaulino) e Nilson (corintiano).
‘Chumbo’ na polícia
Furioso com o protesto da Polícia Civil na última sexta-feira no Calçadão, na visita que o governador José Serra fez a Bauru, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) estava magoado ontem. “Hoje tenho mais medo da Polícia Civil do que do PCC. Desrespeitaram um governador de Estado”, comentou.
Futuro incerto
Caio Coube não se abateu por perder a segunda eleição municipal seguida. Ontem à noite, ele se dizia satisfeito por conquistar 45,70% (81.896) votos, o que significa que parcela grande do eleitorado o apoiou e prestigiou suas propostas para governar Bauru. Enigmático, deixou em aberto se poderá ou não disputar uma eleição novamente.
Elogios a Caio
Finalizada a apuração dos votos, o candidato a vice-prefeito Clemente Rezende (DEM) fez questão de elogiar seu companheiro de chapa. O demista acredita que os adversários construíram uma imagem irreal de Caio Coube. “É uma pessoa competente, inteligente, amiga e ser humano sensibilizado com as pessoas carentes”, disse.
Os mais jovens
Segundo o historiador Luciano Dias Pires, o prefeito mais jovem da história foi Octávio Pinheiro Brisolla, com 26 anos, mas eleito indiretamente, pela Câmara Municipal. Está no livro “Narrativas sintéticas dos fatos que motivaram a fundação de Bauru”, de Carlos Fernandes de Paiva. Rodrigo Agostinho é o mais jovem eleito pela população.