Dom Vicente Marchetti Zioni - primeiro bispo de Bauru - veio para organizar a diocese que se desmembrava de Botucatu. Vindo de São Paulo com grande experiência em reitoria de seminário, chegou com o olhar voltado para a formação e organização da Cúria Diocesana e quantas pessoas de boa vontade encontrou aqui: sacerdotes, religiosas e leigos comprometidos com o evangelho, que o ajudaram na difícil tarefa e levaram adiante os novos movimentos iniciantes na diocese e cursilhos de cristandade, Escalada, Legião de Maria e as associações já existentes. Era d. Zioni o pastor inserido na vida do povo, em suas alegrias e tristezas, com sua voz e seus escritos.
Dom Cândido Padim - Beneditino, chega com seu jeito simples e humilde de uma inteligência ímpar e com uma visão progressista do mundo que era capaz de discutir horas sobre os mais diferentes assuntos. O seu forte era educação, mudar o mundo a partir de uma educação sólida e consistente que oportunizasse a todos uma escola de qualidade para garantir a cidadania. Brigou no Brasil e no Exterior pelo ideal de transformar! Criou várias paróquias, mas tendo sempre em mente que monge deve estar no mosteiro, para onde foi após ter completado idade e lá faleceu, é bispo emérito de Bauru.
Dom Aloysio José Leal Penna - jesuíta e carioca, veio para abrir novos caminhos na diocese incentivar as comunidades do bem e buscar novas vocações, incentivar a vinda de religiosos para assumir comunidades e criar o elo de organização necessário para o sucesso de uma diocese, indo a cada comunidade sendo o pastor/educador e formador.
Dom Luís Antônio Guedes - depois de um grande período de vacância onde todos e cada um tinha o seu bispo preferido - chega, mandado pela Santa Sé, e foi capaz de aglutinar, encontrar caminhos, ser celebrador das paróquias, cobrir falta de padre, aproximar-se do povo de Deus e servir. De todos os seus ensinamentos fica para cada um de nós a coerência entre o falar e o agir do bispo que tem como princípio chegar mais perto dos diferentes, ser educador, mensageiro e acima de tudo acreditar. Clareou a diocese, buscou caminhos e encontrou gente que juntos foram fazendo as mudanças necessárias; soube ouvir, é missionário. Agora está de mudança para outra diocese, um outro mundo, um novo desafio, mas com certeza uma nova oportunidade de mostrar para o mundo que tudo é possível e que Deus não escolhe só os capacitados, mas capacita os escolhidos.
Temos certeza, dom Luís Antônio, que lá na Capital o senhor, que é andarilho da palavra de Deus, fará grandes conversões e o mundo terá muitas boas notícias de que a oração, a humildade, a fé e a dedicação são capazes de fazer a diferença. Me comprometo a ajudá-lo nas orações.
E o 5.º bispo, quem será? Nordestino, redentorista, franciscano, salesiano, padre da nossa diocese, ou outro padre de qualquer diocese. Não sabemos, mas temos a certeza que virá quem o Espírito Santo indicar para ser o verdadeiro e continuador do pastoreio. Venha de onde vier e venha como puder, será bem vindo e recebido por todos nós. Ele olhará para as camadas populares, os abandonados, órfãos, indígenas, doentes e os encarcerados. Também a sua palavra, o seu discurso e sua prática serão marcas de um novo pastor que vem para resgatar a união, a oração ou lutar para que todos tenham vida e vida em abundância.
O autor, Jair Sanches Vieira, é coordenador da Pastoral Vocacional Santa Teresinha