Guwahati - O número confirmado de pessoas mortas nos atentados de anteontem na Índia subiu de 61 para 77.
As explosões aconteceram de forma simultânea, em mercados do Estado de Assam, e deixaram mais de 300 pessoas feridas. Foi o mais violento ataque terrorista da história da região, onde já morreram mais de 10 mil pessoas em decorrência de ações de separatistas na década passada.
A escala e o planejamento por trás dos atentados desta semana surpreenderam as autoridades, que têm dificuldades para apontar suspeitos.
O inspetor geral de polícia do Estado de Assam, Bhaskar Mahanta, acusou o maior grupo separatista da região, a ULFA (Frente Unida pela Libertação de Assam), mas suspeita ter havido ajuda, devido à sofisticação das ações.
Por meio de um porta-voz, a ULFA negou qualquer envolvimento do grupo nas explosões.
A ULFA, que optou pela luta armada em 1979, defende a independência do nordeste da Índia, cuja maioria dos habitantes é etnicamente mais próxima dos birmaneses e dos chineses.