Assim como qualquer outra atividade comercial, as empresas funerárias planejam estratégias para ganhar mercado e garantir a sobrevivência. O fundo mútuo ou o plano funerário é a principal aposta dessas empresas na atualidade. E em Bauru não é diferente. Pagamentos mensais tem sido a opção mais procurada para garantir a comodidade de toda família num momento de perda.
Na cidade, poucas se prendem apenas ao serviço emergencial. A maior parte oferece planos que, além de garantir o serviço funeral em si, também oferece a tranqüilidade para família no momento da perda de um familiar, ficando isenta da burocracia que cerca essa situação e proporcionado benefícios em vida para os associados.
Sete funerárias operam em Bauru, sem contar o serviço funerário do município, que atende as pessoas mais necessitadas. A maior parte dessas empresas, além de oferecerem o serviço de emergência, também trabalham com o plano funerário.
Danilo Rodrigues de Moura, responsável pelos convênios em uma dessas empresas, garante que o carro-chefe da empresa em que trabalha e das demais é esse tipo de serviço. “Não quero dizer que não exista mais mercado para quem trabalha com o serviço de emergência, mas as pessoas cada vez mais têm optado por garantir a tranqüilidade nesse momento difícil da perda”, avalia.
No mercado de plano funerário existem planos para todos bolsos. Em geral, as empresas funerárias oferecem três opções de planos para seus clientes. No simples, por exemplo, estão inclusos a liberação do corpo, documentação, preparação simples e ornamentação do corpo, urna funerária básica, serviço de copa e translado com quilometragem estipulada.
No plano médio, a urna funerária é de melhor qualidade, o número de segurados pode ser maior e a quilometragem do translado também aumenta, além de garantir os demais serviços. O plano de alta qualidade inclui urna e serviço de copa especiais, sala velatória, além de translado mais longo. Nos planos mais antigos, geralmente a sala de velório e a inclusão com grau de parentesco indireto ficam de fora. Nos planos novos, esses serviços podem ser garantidos com o pagamento de uma taxa adicional.
Em todos os planos ficam de fora os gastos com o sepultamento. “O trabalho da funerária obrigatoriamente termina com entrega do corpo para o sepultamento, a partir daí o trabalho é do cemitério onde o corpo será colocado”, explica José Donizeti Crisóstimo, proprietário de outra funerária em Bauru. De acordo com ele, a abertura de jazigos só pode ser feita com a presença do proprietário ou familiar responsável.
Se o falecido não está incluído em nenhum plano funerários, os gastos podem ir de R$ 1.500,00 até R$ 8 mil. Para um sepultamento simples, incluindo a liberação do corpo, urna funerária, ornamentação e preparação do corpo simples, sala de velório e taxa de abertura do jazigo (caso possua) não sai por menos de R$ 1.500,00 . Mas o valor pode sextuplicar (ou até mais) caso a urna escolhida seja de alta qualidade, a sala velatória tenha padrão luxo e a preparação inclua a tanatoplaxia, técnica que consiste no esgotamento de todo o sangue do falecido, permitindo permanência maior no velório sem problemas e visual mais agradável para o corpo.
Como a maior parte das empresas funerárias na cidade aposta suas fichas em oferecer o fundo mútuo, a qualidade e quantidade dos serviços têm sido usadas como isca para atrair novos cliente e manter os mais antigos. Entre os serviços oferecidos estão convênios que garantem descontos em serviços médicos, drogarias, seguros e auxílio jurídico. “Acreditamos que a tradição no atendimento e a qualidade nos serviços garantem a preferência”, frisa Moura.
As parcelas variam de uma empresa para a outra, partindo de R$ 12,00 até R$ 40,00. O valor da parcela pode subir caso a família deseje garantir benefícios adicionais, como, por exemplo, uma urna funerária diferenciada.
Cemitérios
O valor de um jazigo em um cemitério privado é maior do que nos municipais. Para atrair as famílias que não dispõem de aproximadamente R$ 6 mil para adquirir um lote nesses locais, tanto o Jardim do Ypê quanto o Memorial oferecem formas especiais de parcelamento.
No primeiro caso, a família pode optar por “alugar” uma gaveta e pagar R$ 20,00 pelo tempo mínimo de 4 anos. O contrato pode ser renovado pelo mesmo período ou a família pode pedir a remoção dos restos mortais do familiar do local. “Geralmente as pessoas acabam adquirido o jazigo, a gente sempre oferece planos especiais”, explica Élen Teixeira Gomes, gerente administrativa.
Já o Memorial também oferece a compra antecipada e o aluguel da gaveta. “Oferecemos o que chamamos de plano preventivo, em que, além do serviço funerário, está incluso também a locação de uma gaveta”, garante Adriano Sassi, sócio-proprietário da empresa.
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Crematório
O grupo responsável pela construção do novo cemitério parque da cidade, o Jardim dos Lírios, pretende investir na construção de um crematório no município. De acordo com José Gilberto Batista, gerente do grupo funerário, o projeto deverá ter início ainda em 2009. No momento, nenhuma cidade da região possui um centro de cremação.
No processo de cremação, o corpo é reduzido a cinzas e entregue à família, que dá destinação que melhor entender para o material. O ossos após exumação também podem ser cremados.
“A idéia da cremação do corpo ainda é muito vaga na população devido à distância do serviço, mas com um centro crematório na cidade o serviço deverá crescer”, acredita Batista.
O grupo não informou quanto pretende investir na nova obra nem quando pretende oferecer o serviço.