11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Juros são os mais altos em cinco anos

Da Redação
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Os custos das linhas de crédito para empréstimo pessoal e do cheque especial aumentaram nos principais bancos do País em novembro, segundo constatou pesquisa da Fundação Procon-SP divulgada ontem. A taxa média para empréstimo pessoal aumentou de 6,04% ao mês para 6,15% entre o início de outubro e o dia 4 de novembro.

Já a taxa média para a linha de cheque especial aumentou de 8,96%, detectada na pesquisa de outubro, para 9,24% em novembro, o maior juro desde julho de 2003.

Dentre os dez bancos pesquisados, cinco aumentaram suas taxas praticadas na linha de empréstimo pessoal: Bradesco, Itaú, Real, Santander e HSBC. A maior taxa foi verificada no banco Real (8,15%), enquanto a menor (4,49%), na Caixa Econômica Federal.

Já na linha de cheque especial, sete bancos reajustaram suas taxas: Bradesco, Real, Safra, Santander, HSBC, Unibanco e Itaú. A maior taxa praticada foi registrada no banco Safra (12,30%) enquanto a menor (7,98%) foi encontrada na Caixa Econômica Federal. No levantamento do Procon-SP, os pesquisadores estabeleceram como critério linhas de empréstimo pessoal com prazo de 12 meses a taxas pré-fixadas para clientes não-preferenciais. No caso das linhas de cheque especial, foi considerado um prazo de 30 dias.

Os bancos pesquisados foram: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

Em sua última reunião (dias 28 e 29 de outubro), o Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. A próxima reunião está prevista para o início de dezembro. Analistas do mercado financeiro consideram que o Comitê deve manter a taxa no final de ano.

A taxa básica serve de referência para os juros praticados no sistema bancário, tanto nas linhas para pessoa física quanto pessoa jurídica.

Ana Luisa Ariolli, supervisora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), orienta a comparar as modalidades e as condições oferecidas por diversas instituições antes de contratar um financiamento.

Francisco Pessoa, economista da LCA Consultores, afirma que o aumento do custo do crédito é resultado tanto da política monetária do Banco Central, que elevou a taxa básica de juros até setembro, quanto das conseqüências da crise financeira mundial para o Brasil.