11 de julho de 2026
Internacional

Na Colômbia, quebra de financeiras populares gera revolta por todo o país

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Bogotá - Uma pessoa morreu a tiros, e ao menos cinco cidades decretaram toque de recolher desde ontem na Colômbia devido a protestos, em vários departamentos, de milhares de pessoas que perderam dinheiro com a quebra de mais de 30 investidoras populares no país.

As chamadas “pirâmides” - cerca de 200 em toda a Colômbia - são empresas que atraem pequenos investimentos, muitas vezes poupanças pessoais, com promessas de ganhos de até 150% em poucos meses. Estima-se que quase R$ 2 bilhões estejam envolvidos em suas operações, e o governo suspeita de lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico.

Em geral, essas empresas trabalham com dinheiro vivo e não mantêm registros de suas operações. O governo condena a atividade, mas diz não conseguir caracterizar a sua ilegalidade.

Anteontem, a DRFE (Dinheiro Rápido, Fácil e Vivo, em espanhol) - a maior “pirâmide”, com 66 sedes e estimados R$ 390 milhões recebidos em 94 mil operações só entre abril e setembro - anunciou a incapacidade de honrar os compromissos assumidos, dando início à revolta.

A polícia interveio em todas as sedes da empresa, que atribui a quebra à crise global, e ordenou a devolução dos R$ 390 milhões aos investidores e a suspensão imediata das suas atividades.

Ontem, aplicadores de diferentes municípios faziam filas em frente às lojas da empresa e de outras sociedades similares esperando recuperar o dinheiro roubado pelos investidores.