Rodrigo, eu não consigo entender essa sua “nova “ posição em relação à ocupação desenfreada da floresta urbana da Água Comprida, perto do câmpus da Unesp. Como a maioria dos bauruenses, vejo com grande preocupação o uso desta área servindo, como sempre, à especulação imobiliária, ferida sempre latente em nossa sociedade.
Quero crer que você continua sendo aquela figura incontestável em defesa do meio ambiente, que eu aprendi a conhecer e a defender, sempre que alguém procura te ofender. Como bauruense e figura sempre presente nas discussões sobre as diretrizes da cidade, gostaria de te fazer umas perguntas: 1 - Você, como cidadão, votaria a favor da ocupação da floresta urbana da Água Comprida?
2 - Como prefeito, acha viável essa ocupação? 3 - Se em caso de sim, o que te fez mudar de opinião?
4 - Não continuas achando que Bauru é “miserável” em áreas verdes? 5 - Por que o desenvolvimento da cidade tem que passar obrigatoriamente pelas áreas “impostas” pelas oligarquias imobiliárias? Permita-me dizer, Bauru não é composta unicamente da zona sul e certamenta água abundante e necessária para o desenvolvimento da cidade encontra-se na zona norte e o preconceito faz com que essa zona não saia desse marasmo.
O que me faz fazer uma pergunta: o que seria da Capital de São Paulo se seus governantes não entendessem que era preciso sair do marasmo das empresas imobiliárias?
Certamente estaria como Bauru hoje, esperando ajuda e carta branca da prefeitura para destruir o pouco que nos resta dessa tão falada “floresta urbana” que a nossa cidade possui e que queremos preservar.
Sonia Medeiros, presidente da Associação de Moradores da Nova Bauru, relações públicas do Projeto Formiguinha, servidora municipal