09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Pichadores: até quando?


| Tempo de leitura: 2 min

Temos acompanhado, dia-a-dia, reportagens mostrando os pichadores que danificam o patrimônio público, particular, e também aquele que está sendo construído, e que ainda não tem uma designação.

O que fazer? É falha da formação escolar? É falha da formação familiar? É falha do sistema que não pode agir por serem menores de idade? Enfim, é falha em todos os setores.

E os jovens “como maritacas”, quando em bandos, fazem barulho, quando se juntam em grupos se tornam ousados e desafiam a lei, o perigo, o sistema que se precave com câmeras, cerca elétrica, alarme, enfim, todo um procedimento para evitar a ação dos vândalos e não conseguem, pois continuam impunes e agindo na calada da noite, como se soubessem que ninguém os deterá, e quanto mais conseguirem pichar deixando os seus logotipos incompreensíveis nas paredes, nos monumentos, nos portões, nos muros, enfim, onde puderem emporcalhar com frases inelegíveis e sem nexo, vão tomando conta.

Bauru hoje é uma cidade completamente tomada de pichadores, uma cidade inundada de borrões, e cada dia que passa aumenta transformando, até não sabemos quando, num lugar sem ordem e sem vontade pública, de querer resolver... Os proprietários gastam dinheiro para embelezar sua moradia, não damos 24 horas, e os pichadores agem, como se dissessem: “aí, trouxas, podem pintar que picharemos novamente”. E as autoridades competentes? O que fazem? Estão atadas com leis favoráveis aos menores, estão atadas e engessadas por não poderem agir? Então vamos ao caos completo, “Bauru, cidade sem limites”, um slogan que, quando foi criado, não se fazia idéia de que realmente seria uma verdade: “sem limites” para a sujeira, “sem limites” para os buracos, “sem limites” para o desacerto político... Fazer o quê? A sociedade tem como mobilizar-se? Ou vamos deixar a falência completa de uma cidade que sempre se orgulhou de ter um povo ordeiro, respeitador, e que se orgulhava de dizer: “eu sou bauruense”. Até quando?

Professor Carlos Alberto Alves Neves