Possivelmente inconformado com a derrota eleitoral, o deputado Pedro Tobias afirmou que tem mais medo de policiais civis do que membros do PCC. O resultado das urnas deve ter provocado uma fissura mental e emocional no referido deputado que, infelizmente, deixou-se comburir pelo ódio demonstrando que não soube perder, apelou para as assertivas agressivas recheadas de maldade contra os integrantes da Polícia Civil.
Para ingressar na polícia somente através de concurso público e são exigidos nível superior e II grau. O concurso é dividido em várias etapas. São provas escritas e orais, o candidato passa por exames físico, médico, psicológico. Sendo aprovado na primeira etapa, o candidato ingressa na academia de polícia, onde é realizado um curso específico em cada carreira. Aprovado, o candidato precisa apresentar e provar sua idoneidade moral apresentando certidões e atestado de bons antecedentes criminais. Se nada macula contra o candidato, é nomeado em caráter provisório por 2 anos. Dentro desse período, se nada acontecer que reprove sua conduta, é efetivado na carreira policial. Para ser político não se faz tanta exigência assim.
O regime de trabalho policial é de 24 horas. É fiscalizado pela corregedoria, ouvidoria, imprensa e tem ainda sobre si uma Lei Orgânica que é extremamente rigorosa e que pune severamente os maus policiais. Além de expulsos, são presos.
Quando o PCC atacou delegacias e viaturas policiais, vários policiais morreram, foi pena que nenhum político estivesse presente. Se estivesse, jamais faria tão nefasta comparação. O criminoso tem medo da polícia, é natural e deve ter. O cidadão de bem não tem medo de polícia. É estranho o deputado ter medo dos policiais. Assim, quem tem medo é aquele que vive na sombra do crime.
Deputado, a greve da Polícia Civil estava devidamente amparada por lei, é uma greve legal. Os policiais querem melhores condições de trabalho, estão querendo a reposição dos salários que foram corroídos pela inflação. Essa foi a razão da greve. Não estão pedindo aumento de salários. O governador do Estado, ex-exilado político pela revolução de 64, ficou irredutível, quem sofre é a população.
Na terra, é muito comum nos defrontarmos com o mau competidor, disfarçando a falta de valor e a ausência de recursos, apelando para assertivas venenosas, recheadas de maldade com que ferem os rivais, esperando a reação, com que se reforçam para prosseguirem em perseguição obstinada, sórdida quanto covarde. São seres propelidos às atitudes de revolta após o fracasso. Deputado, sem a Polícia Civil não se pode falar em democracia, pois é a única instituição que não foi criada pela revolução de 64. São homens preparados na defesa dos direitos do semelhante. São vocacionados para o exercício da lei.
Francisco Macegoza – Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo