10 de julho de 2026
Saúde

Adolescente de PE pode ser primeiro o sobrevivente brasileiro ao vírus da raiva


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O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) informou, na última quarta-feira, que os médicos do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, estão usando o medicamento Amantadina, utilizado até o início da década contra o vírus influenza (da gripe) e em alguns casos de mal de Parkinson, para tratar o adolescente Marciano Menezes da Silva, 15 anos, infectado pelo vírus da raiva.

O adolescente pode ser o primeiro brasileiro sobrevivente à doença. Segundo o Cremepe, a experiência segue protocolo do médico americano Rodney Willoughby, que curou uma jovem de 15 anos em 2004. O resultado poderá motivar o Ministério da Saúde a preparar nova orientação sobre tratamento da raiva humana, considerada atualmente sem possibilidade terapêutica.

O pernambucano é o 16º paciente submetido à terapia no mundo. Ele contraiu a doença após ser mordido por um morcego no dia 7 de setembro, na cidade de Floresta (PE). Os sintomas da doença, como febre e dores musculares, surgiram depois de um mês. Em 28 de outubro, o Cremepe abriu sindicância para apurar o atendimento dispensado ao rapaz, que não teria recebido soro anti-rábico, de acordo com o seu pai, porque um dos médicos que o atendeu inicialmente não considerou necessário.

A raiva é causada pelo vírus rábico, que é transmitido por animais infectados (gatos, cães e morcegos, principalmente). A incubação varia de indivíduo para indivíduo, mas, em média, dura entre 45 e 90 dias. Normalmente, depois que o vírus se instala no sistema nervoso central, mata o infectado em, no máximo, sete dias.