08 de julho de 2026
Internacional

Obama e McCain discutem cooperação

Por Folhapress | AE
| Tempo de leitura: 2 min

Chicago - No primeiro encontro entre os dois desde o último debate pré-eleitoral, o futuro presidente dos EUA, Barack Obama, e o senador John McCain, derrotado por ele no último dia 4, prometeram unir esforços. O encontro aconteceu no gabinete de transição de Obama em Chicago, a portas fechadas.

“No atual momento histórico, acreditamos que os americanos de todos os partidos querem e precisam que seus líderes se unam e mudem os maus hábitos de Washington, para que possamos resolver os desafios em comum urgentes de nosso tempo”, diz nota conjunta emitida após a reunião.

“É nesse espírito que tivemos uma conversa produtiva, sobre a necessidade de uma nova era de reformas que combata o desperdício governamental e o bipartidarismo amargo de Washington, visando restaurar o governo e trazer novamente prosperidade e oportunidades a toda família americana trabalhadora. Esperamos trabalhar juntos (...) em desafios críticos como resolver a crise financeira, criar alternativas energéticas e garantir a segurança nacional”, conclui o texto.

Depois de duras trocas de acusações durante a campanha - entre outros ataques, o grupo de McCain insinuava “amizade de terrorista” com Obama, cuja equipe reagia acusando de “errático” o rival de 72 anos -, os adversários ergueram a bandeira branca nos discursos pós-eleitorais, em que trocaram elogios.

Ao longo de sua carreira política, o republicano se notabilizou pela conduta independente, externando inclusive discordâncias com sua legenda.

Crise é prioridade

Barack Obama concedeu sua primeira entrevista após a vitória na eleição de 4 de novembro na qual falou sobre as mudanças na sua rotina e reiterou que a crise financeira é prioridade de governo.

Obama afirmou ao renomado “60 minutes” da rede americana CBS que uma das prioridades de seu governo será “restaurar o senso de equilíbrio” à regulação dos mercados financeiros, mas rejeitou a idéia de um novo “New Deal” no país - como se viu após a Grande Depressão (1929), momento comparado à crise financeira atual.

O democrata reconheceu a similaridade entre os dois momentos de crise -1929 e agora -, mas disse que apoiará soluções “verdadeiras aos nossos tempos”.