11 de julho de 2026
Esportes

Noroeste: Fernando Garcia pode adquirir jogador noroestino

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Ainda não foi ontem que saiu o veredicto sobre a permanência da família Garcia à frente do Noroeste. De acordo com o apurado pelo Jornal da Cidade, a reunião de família em que se discutiria a continuidade da administração Damião Garcia e apoio de Fernando Garcia ao seu pai no clube, programada para o último final de semana, não foi realizada em função de problemas particulares do presidente noroestino. Uma nova data foi marcada para uma resposta: amanhã.

No entanto, são cada vez mais claros os sinais de que Fernando Garcia deve, pelo menos, participar do investimento para montar a equipe do Campeonato Paulista. Ontem, foi cogitada a possibilidade do ex-diretor noroestino adquirir os direitos de um jogador do clube e repassar o dinheiro para o clube. Fernando tem uma empresa que gerencia a carreira de jogadores e, por isso, não estaria garantida a permanência do atleta em Bauru.

Enquanto permanece a indefinição política, o planejamento segue parado. Ainda ontem, a diretoria revelou que não aceitou a proposta do Ipatinga de encerrar antecipadamente o empréstimo do meia-atacante Gilsinho, que não vem sendo aproveitado no Campeonato Brasileiro. O noroestino tem contrato com o time mineiro até o final do ano e seus salários continuarão a cargo do Ipatinga. Já o volante Júlio é titular e pode ser contratado. Por outro lado, especulações dão conta de que o zagueiro Daniel Marques, do Paraná Clube, estaria nos planos do Noroeste para o Campeonato Paulista.

Paulo Comelli

O técnico Paulo Comelli é o principal nome cotado para assumir o comando do Norusca no Campeonato Paulista, se a família Garcia permanecer à frente do clube. No entanto, a vinda do treinador pode esbarrar em duas questões: a alta pedida salarial (estima-se que o treinador quer R$ 40 mil para dirigir a equipe) e o interesse do Paraná Clube, seu atual clube, em renovar o vínculo com Comelli, que faz a quarta melhor campanha do returno da Série B do Campeonato Brasileiro.

No entanto, não há definição sobre o futuro de Comelli e, além do Noroeste, especula-se que outras equipes tenham interesse no técnico, uma delas o Botafogo de Ribeirão Preto. A partida de ontem à noite, contra o CRB, chegou a ser noticiada pela Gazeta do Povo, de Curitiba, com um “bota-fora coletivo”, em que vários jogadores e Comelli poderiam se despedir da torcida paranista. A diretoria do Paraná Clube já manifestou interesse em renovar com o treinador e Comelli teria demonstrado vontade em permanecer e estaria em tratativas para estender seu vínculo, segundo a assessoria de imprensa do clube.

No entanto, uma saída não é descartada pelo próprio técnico. A um ponto de garantir matematicamente a permanência do time na Segunda Divisão, o treinador não quis comentar seu futuro. “É importante decidir (a permanência) logo, tanto para o Paraná quanto para mim. Recebi alguns convites, mas não quis nem ouvir as propostas antes de resolver a situação da equipe”, declarou à Gazeta do Povo.

O tom do treinador foi o mesmo no jornal O Estado do Paraná, ao qual afirmou que, após o jogo de ontem à noite, estaria “livre” para negociar com o Paraná ou outros clubes interessados. “Até agora, recusei sondagens porque o foco era salvar o Paraná da degola. A minha intenção é continuar, mas é preciso saber se o clube me quer”, apontou. Comelli condiciona sua permanência a uma equipe forte para disputar o título do Campeonato Paranaense.

Com a permanência ou não da família Garcia à frente do Alvirrubro, é muito provável que haja um enxugamento da folha salarial no clube, o que inviabilizaria um técnico com salário no patamar ambicionado por Comelli. Informações de bastidores dão conta de que o Norusca já trabalha com um plano B e já teria entrado em contato com outro técnico, cujo nome é mantido em sigilo e poderia ser apresentado no início de dezembro.

Suspensão

O atacante Ramos, do time sub-17 do Noroeste, foi punido com três jogos de suspensão, com base nos artigos 251 (reclamar por gestos ou palavras contra as decisões da arbitragem ou desrespeitar o árbitro e seus auxiliares) e 252 (ofender moralmente o árbitro ou seus auxiliares) na partida realizada no dia 8 deste mês, contra o Palmeiras, em Bauru.