Pederneiras - O advogado Eliel Oili Pacheco contestou ontem as informações contidas em matéria publicada no dia 15 deste mês sobre o furto de gasolina ocorrido na cidade de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru). O advogado alega que o servidor público Chanclear Adriano de Godoi foi vítima de roubo, ficou amarrado e armazenava combustível em casa para poder visitar os filhos na cidade de Assis.
A versão do advogado é que o servidor municipal, encarregado de coletar lixo hospitalar, foi vítima de um roubo. “Ele saia da Santa Casa e desceu da viatura, uma Trafic, placas BFW 9860/Pederneiras, para fechar o portão. Momento em que ele foi rendido por um homem armado que o levou até um cafezal próximo do aeroporto.”
Lá, o ladrão teria amarrado a vítima com uma corda e fugido com a Trafic. O servidor teria conseguido se desvencilhar das amarras e como foi deixado somente de meias, demorou a chegar em sua casa. “Os sapatos dele ficou na viatura. Ele ficou sabendo que a polícia estava atrás dele e me procurou. No dia seguinte, ele se apresentou na delegacia.”
Quanto a gasolina encontrada em galões na casa do servidor, o advogado explicou: “ Ele apresentou nota fiscal de compra com data anterior aos fatos. Ele adquire combustível na cidade onde pode pagar com cheque pré- datado para poder visitar os filhos na cidade de Assis. Ele transporta a gasolina porque em Assis não consegue pagar com cheque pré.”
Em função dessa versão, segundo o advogado, seu cliente foi ouvido em declarações e não indiciado. “Ele não foi indiciado. O inquérito policial está para investigar o furto de gasolina, mas não tem nome de ninguém. O nome dele foi citado porque foi a viatura dele que foi surpreendida no canavial.”
De acordo com informações da delegacia de polícia de Pederneiras, que investiga o caso, foi instaurado o inquérito policial e conforme publicamos anteriormente, o servidor é o investigado. O delegado Cledson Luiz do Nascimento diz que Chancler Godoi foi ouvido e estão sendo juntadas outras provas que efetivamente comprovem a participação ou não, dele no furto de combustível da prefeitura.
“Não concluímos o inquérito. Declarações precisas somente no final dele.”