Como assinante e leitor das muitas matérias lidas por mim nesse jornal, algumas são recordadas, principalmente, quando na atualidade, algumas são enfocadas de forma que causam poleêmica sem o devido aprofundamento de um raciocínio. Vejamos algumas: “freqüentadores do Bosque da comunidade reclamam do descaso da Prefeitura’; ‘credores por áreas desapropriadas acionam a Prefeitura em busca do ressarcimento’ e assim muitas outras correlatas.
Por que lembrar? Porque um trio de empreendedores, proprietários da área verde da Água Comprida, quer construir trinta torres que possibilitara a ocupação de mais de cem famílias; talvez quase mil pessoas, que promoverão forçosamente o recebimento de cem novos IPTUs, aumentando a arrecadação do município, além do que ocorrerão muitos empregos na construção civil, o que, aliás, muitos munícipes necessitam, ocasionando, com certeza, expansão comercial na região e conseqüentemente maior consumo e produção na nossa cidade provocando uma maior oferta de emprego. Mas algumas pessoas, uns procurando serem racionais, outros procurando plantar motivos políticos, manifestam-se contrários.
No meu modesto pensar, proponho: não seria melhor raciocinar-mos de modo a unirmos o útil aos interesses de todos, não só de alguns, permitirem a construção depois de conciliado o melhor local naquela área, preservando parte da área verde de forma que possa ser desapropriada cujo ressarcimento ocorra com os iptus e tributos relativos as essas construções. Imaginem ainda quantas outras construções e rendimentos serão criados na região. Hoje, no entorno da área do Taquaral, em Campinas –SP, é um dos metro quadrado mais caros daquela cidade, conseqüentemente IPTU maior por unidade habitacional.
Penso que se as construções ocorrerem estaremos propiciando um arranque maior à nossa Bauru, para que ela alcance mais rápido a situação à qual ela esta predestinada, ou seja, tornar-se uma metrópole num futuro mais veloz, aumentando sua arrecadação para gastar no atendimento da população carente, uma vez que lá onde serão construídas as torres, se tratado antes, as infra-estruturas necessárias serão realizadas pelos empreendedores. Dentro desse raciocínio, acreditamos, todos nós bauruense sairíamos ganhando, pois teríamos uma região embelezada, próximo a uma área verde, embora menor, mas com condições de manutenção e devidos cuidados, não ficando como a “Água do Castelo”, desapropriada, a Prefeitura devendo, e até hoje nada foi feito.
Constante Mogioni - RG 2.779.273