O Tribunal do Júri absolveu, ontem à noite, por insuficiência de provas, Eduardo Nascimento Dias e Osvaldo Pereira de Souza, acusados por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Eles foram apontados pela Polícia Civil como os autores dos tiros que atingiram, em julho de 2006, os seguranças Rafael Durval Souza e Cléber Luiz Machado. O primeiro resistiu a oito perfurações. O segundo morreu oito dias após o crime. As vítimas foram feridas à bala em frente à casa noturna onde trabalhavam, localizada na quadra 20 da avenida Duque de Caxias.
Cerca de dois meses após o registro da ocorrência, os acusados foram presos. Teriam sido identificados pelos policiais nas imagens gravadas pelo circuito interno do estabelecimento.
Na época, Dias foi localizado em sua residência, enquanto Osvaldo já estava preso. Segundo foi divulgado na ocasião, na noite do crime, os acusados teriam sido colocados para fora do baile pelos seguranças por conta de um desentendimento envolvendo uma mulher.
Mais tarde, pouco antes da saída do baile, houve uma briga generalizada no interior da casa noturna, obrigando os seguranças a intervir na confusão e a retirar algumas pessoas do estabelecimento. Passado o tumulto, a porta principal foi fechada e abriu-se outra na lateral para a saída dos freqüentadores. Neste momento, indivíduos entraram na casa noturna e efetuaram disparos. Machado foi ferido na cabeça e Souza no pulmão, na barriga e na perna.
Após a decisão dos jurados ontem, Eduardo será colocado em liberdade e Osvaldo teria outra pena para cumprir.
Há quase uma semana, a mesma casa noturna foi envolvida em outra fatalidade. Seu proprietário, Amilton Mauad, 51 anos, foi assassinado com um tiro à queima-roupa por um indivíduo que estava dentro da sua residência, no Jardim Bela Vista. O crime ocorreu por volta das 4h30 do último sábado, na frente da mulher dele. O casal foi surpreendido por duas pessoas que estavam na cozinha do imóvel, na rua São Lourenço.