10 de julho de 2026
Internacional

EUA: bolsa cai para menor nível em 11 anos

Por Folhapress | Com Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - Os principais indicadores acionários das bolsas de Nova York desabaram ontem e atingiram mínimas históricas. Mais uma vez, bancos, montadoras e a confirmações de contração econômica seguraram os índices em território negativo.

Ao final do pregão, o índice Dow Jones apontava baixa de 5,27%, aos 7.553 pontos, menor pontuação em cinco anos e meio. A bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 5,07%, para 1.316 pontos, e o S & P 500 teve desvalorização de 6,71%, para 752 pontos, menor patamar em 11 anos.

Uma tentativa de alta se formou durante a tarde, depois que saíram notícias indicando que os senadores tinham fechado um acordo preliminar para ajudar as montadoras. Mas o alívio foi momentâneo. Pouco depois, o líder na maioria do Senado, Harry Reid, disse que a Ford, General Motors e Chrysler devem apresentar um novo plano para ser apreciado pelo Congresso mostrando como o dinheiro irá transformar a indústria.

Reid também afirmou que o assunto voltará a ser discutido no começo de dezembro, desde que as empresas venham com um projeto nesses moldes

Maior queda de preços em 61 anos

O fantasma da deflação ronda os EUA. A baixa generalizada nos preços da economia, esperada por alguns analistas, foi confirmada pela divulgação, ontem, do indicador CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, que apontou queda de 1% em outubro. É a maior queda mensal desde fevereiro de 1947, quando o índice começou a ser aferido pelo Departamento de Trabalho do país.

Em setembro, havia ficado estável, e esperava-se queda de 0,8% para outubro. Isso mostra que as pressões inflacionárias foram eliminadas rapidamente, e os preços estão caindo nas principais áreas da economia.

Quer dizer, as pessoas estão comprando menos na expectativa de que os preços baixem no futuro, e essa demanda menor leva a uma baixa generalizada dos preços, numa profecia auto-realizável.

Isso é particularmente grave numa economia como a norte-americana, em que os gastos do consumidor representam cerca de 70% do PIB, e pode dar início a um ciclo vicioso como o que levou à estagnação do Japão nos anos 90. Ontem também foi divulgada queda em outro índice, o de construção de novas moradias.