Washington - Barack Obama escolheu Hillary Clinton, sua rival nas prévias partidárias democratas, como a próxima secretária de Estado dos EUA, informaram membros da equipe de transição do presidente eleito. Segundo assessores, se a senadora disser “sim’’, o anúncio será feito já em 1º de dezembro, após o feriado de Ação de Graças.
Ao que tudo indica, a confirmação é apenas questão de tempo. Citando “confidentes” da senadora Hillary Clinton, redes de TV e jornais americanos disseram que ela já decidiu aceitar o cargo. Tanto a senadora quanto seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, também se esforçaram para completar o processo de escrutínio de sua candidatura.
Para Clinton (1993-2001), isso significou grandes concessões, como a divulgação de nomes dos principais doadores de sua fundação filantrópica - o que ele se negava a fazer havia anos - e o afastamento das atividades diárias do grupo para evitar conflito de interesse.
A notícia chega após dias de relatos contraditórios sobre as intenções de Hillary. Uma das dúvidas era se a ex-primeira-dama preferiria chefiar o Departamento de Estado -e ser a cara dos EUA para o mundo - ao invés de conquistar mais poder no Senado, onde já tentou liderar uma força-tarefa para desenvolver legislação sobre a reforma do sistema de saúde e chefiar a Comissão de Políticas Democratas, mas sem sucesso.
“Ela ainda é uma senadora júnior. Não tem uma comissão e se decepcionou várias vezes na relação com os colegas”, afirmou um de seus amigos ao “New York Times”, sob condição de anonimato. Após a eleição de Obama, porém, o líder da maioria, Harry Reid, disse que quer criar um cargo para reconhecer Hillary como uma das figuras mais populares do partido e dar a ela mais poder.
Vazamentos
O grau de especulação sobre as últimas nomeações - além de Hillary e de Timothy Geithner para o Tesouro, já haviam sido aventados como prováveis escolhidos Tom Daschler (Saúde), Eric Holder (Justiça) e Janet Napolitano (Segurança Interna) - alimentam a discussão sobre o vazamento de informações sobre o gabinete.
A disposição dos assessores de Obama de discutir as nomeações com a imprensa também alimenta a percepção de que os nomes sejam vazados para testar a reação pública.