Há equívocos na resposta da senhora Mariza Bianconcini (Fatos e Versões - JC, 15/11). Tentou justificar-se das críticas como se todas elas tivessem sido direcionadas às suas idéias. Mostrou, com isso, que não é tão boa leitora, porque ela não usou mesmo a palavra inteligência. Quem falou de inteligência e de texto acadêmico foi o senhor Meciano, decerto referindo-se à carta “Eleições e inteligência”, do senhor Bérgamo. Quanto às diferenças entre texto acadêmico e jornalístico, entendi o que aquele quis dizer: um bom texto (para publicação jornalística) tem que ter estilo claro, coerente, simples e direto - evitando-se o excesso teórico, complicado e prolixo - e que isso é possível sem perder a profundidade e a qualidade.
Peço desculpas ao leitor por estes esclarecimentos e, para que ele não perca mais seu tempo, nem eu, vamos debater idéias não personalistas, fazendo bom uso deste espaço, para que sirvam ao coletivo e possam ajudar nossa querida Bauru. Pelas manifestações, percebe-se a rejeição à péssima intenção do prefeito de avalizar a construção de 30 prédios de apartamentos, de 12 andares cada um, no meio da floresta urbana do Parque Água Comprida. Qual é a posição do secretário do Planejamento? Os empreendedores e envolvidos não têm crise de consciência? A vida não pode se resumir a lucro e dinheiro. E você, Marcelo Borges, que está sempre defendendo o interesse da expansão imobiliária, não representa uma minoria, não. Tem que pensar no bem-estar coletivo que depende do equilíbrio da natureza.
O vereador eleito José R. Segalla manifestou-se neste JC a favor da manutenção da floresta com um parque no local. Obrigado, vereador, começou mostrando que vai nos representar bem e preservar a cidade. A vereadora Majô fez um ótimo pronunciamento (TV Câmara) contra essa construção e a favor da preservação desse nosso grande remanescente de floresta. Sebastião F. Gomes e J. Eliseo Mendes também escreveram pela conservação da mata. Engrossando esta idéia está o consciente arquiteto José Xaides, além de muitos missivistas.
Ainda não estava convencida de que o prefeito Tuga era tão ruim, agora estou, e, depois dessa, ele vai sair da prefeitura como um político utilitarista e sem visão de futuro. Peço ao prefeito que nos deixe respirar (nos dois sentidos), e deixe para Rodrigo Agostinho decidir, pois ele tem sensibilidade, muito conhecimento nesta área ambiental e vai saber ouvir o povo.
Ruth Gigliato - bióloga