O Partido Verde (PV) escolheu Jaú para sediar anteontem o 7º Encontro de Prefeitos e Vices do Estado de São Paulo. O presidente nacional do partido, José Luiz Penna, disse que em 2010 a legenda deve lançar candidato próprio a presidente da República. Nome forte é de Fernando Gabeira, que disputou a eleição ao governo do Rio, mas a ex-ministra Marina Silva é cogitada como futura filiada.
A reunião atraiu 10 prefeitos e 5 vices de várias regiões do Estado que debateram “o modelo verde de governança”.
O encontro contou com o deputado federal José Paulo Tóffano (PV) e ainda a presidente estadual do PV, Regina Gonçalves.
O PV foi o partido que mais cresceu nas últimas eleições municipais depois do PMDB e PT. De 17 prefeitos no Estado saltou para 23, elegeu 53 vice-prefeitos em coligação com outros partidos e mais de 300 vereadores. Em todo o País o crescimento do partido, segundo José Luiz Penna, é de 114%. No período da manhã foi feita avaliação dos avanços e perspectivas do partido. O prefeito de Ribeirão Pires e coordenador do partido na Bacia 5, Clóvis Volpi, falou sobre as bases de um governo verde. A mesa foi composta pelo prefeito de Atibaia, Beto Trícoli, pela prefeita de Pederneiras, Ivana Maria Bertolini, e pelo prefeito de Bocaina, Kiko Danieleto.
À tarde, os debates giraram em torno do tema “Eficiência na Gestão Pública”. Uma empresa de consultoria abordou diversas questões como a eficiência na gestão financeira por meio de uma maior arrecadação e justiça social; a comunicação e o sucesso na gestão pública e os desafios impostos pela transição de governo.
Paralelamente ao evento com prefeitos foi realizada na sede do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú (Sindicalçados) reunião entre os vereadores eleitos pelo Partido Verde em todo o Estado, presidentes da legenda e filiados do PV. Durante o encontro foram discutidos os projetos do partido para os próximos dois anos e as formas de atuação legislativa defendidas pela legenda.
José Penna declarou que o partido defende a fidelidade partidária e discorda da “janela da traição”, proposta em discussão no Congresso de flexibilizar e permitir que detentor de cargo eletivo mude de partido pelo menos um ano antes das eleições.
“A janela da infidelidade parece uma história do dramaturgo Nelson Rodrigues”, ironizou o dirigente verde. Segundo ele, recentemente, quando se discutiu a reforma política, a maior parte dos partidos rechaçou o sistema de lista fechada.
Rumo do partido
O presidente nacional do PV disse que a legenda deve buscar candidatura própria à presidência da República. A estratégia para fortalecer o partido foi incentivar a lançar candidatos nos pleitos majoritários, mesmo onde não havia chances de vitória.
Ele citou Fernando Gabeira como nome forte pelo bom desempenho nas eleições do Rio, mas há também entendimento para trazer a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o que abre possibilidade de ela disputar pelo PV a sucessão presidencial.