07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

AGORA, DEGOLA

Eu sei perfeitamente que futebol é caprichoso, e faltando duas rodadas para o término do Campeonato Brasileiro, tudo pode acontecer. Mas não tenho dúvidas que o São Paulo vai festejar seu sexto título, o terceiro seguido. Afinal, está a uma vitória do paraíso ou dois empates. Se não ganhar do Fluminense, ganha do Goiás. Provavelmente do Flu, domingo, no Morumbi. Grêmio deve ser o vice-campeão, enquanto Cruzeiro e Palmeiras também vão para a Libertadores. O que vai pegar forte, principalmente na última rodada, dia 7 de dezembro, será a briga feroz contra a degola. Na minha opinião, os quatro condenados serão justamente os atuais ocupantes da zona de rebaixamento - Ipatinga, Portuguesa, Vasco e Figueirense. No Brasileiro da Série B, com a classificação dos quatro clubes para o grupo de elite - Corinthians, Avaí, Santo André e Baurueri -, além do título definido a favor do Timão, a luta será entre os que estão na parte debaixo da tabela de classificação. Como CRB e Gama já eram, restam duas vagas para o “grupo da morte” ficar completo. Criciúma e Marília têm grandes chances de amargarem o pesadelo da Série C em 2009. O Fortaleza é outro que corre perigo, mas só depende dele, ao contrário do Marília, que também tem 42 pontos. O tricolor cearense é o primeiro fora da zona de rebaixamento e joga em casa frente ao Brasiliense. Se vencer escapa, mesmo que o MAC ganhe do Ceará no Abreusão, porque ficaria com uma vitória a menos que o Fortaleza.

ANTIFUTEBOL

O Grêmio encontrou o culpado pela derrota para o Vitória em Salvador: o árbitro Heber Roberto Lopes. Time que cai de quatro não pode abrir a boca para nada. Para o Grêmio, meio a zero é goleada. Não merece ser vice-campeão. O tricolor gaúcho sempre foi time copeiro, até campeão mundial, mas não abre mão do antifutebol. Principalmente agora, com Celso Roth no comando.

MAL NECESSÁRIO

Torcedores, alguns conselheiros e dirigentes do Vasco não engoliram a derrota para o São Paulo, e já disparam a metralhadora giratória contra o presidente do clube, Roberto Dinamite. Em forma de protesto, gritaram o nome de Eurico Miranda, pedindo o retorno do cartola, que durante décadas mandou e desmandou em São Januário. Eurico era ruim para os outros, mas bom para o Vasco.

FREGUESIA

Batendo o Flamengo domingo, o Cruzeiro conquistou sua sétima vitória em oito jogos contra clubes do Rio de Janeiro. O desempenho da equipe celeste diante dos cariocas só não foi geral, em virtude da derrota para o Botafogo, no Engenhão, já pelo returno. No primeiro turno, o Cruzeiro passou por todos os times do RJ, dentro e fora de casa.

FESTA BUGRINA

A torcida do Guarani fez uma festa inesquecível domingo, antes, durante e depois da vitória sobre o Águia, que garantiu o acesso do Bugre ao Brasileiro da Série B, dois anos depois. Mais de 20 mil torcedores no Brinco de Ouro (cerca de 19 mil e 800 pagantes), recorde esse ano em Campinas. O primeiro jogo da final do Paulistão, entre Ponte Preta e Palmeiras, teve 19.111 pagantes no Moisés Lucarelli.

GLORIOSA DERROTA

Após a derrota para o Confiança, em Aracaju, alguns jogadores do Duque de Caxias choraram pela eliminação da equipe do Brasileiro da Série C. Outros ficaram na expectativa. Dez minutos depois, ao saberem do acesso, o time da Baixada Fluminense chorou, mas de alegria. Depois do Botafogo, em 2003, o futebol do Rio de Janeiro terá um representante no Brasileiro da Série B. O Duque subiu graças a vitória do Guarani sobre o paraense Águia, e a do acreano Rio Branco diante do gaúcho Brasil. Os outros dois promovidos são o goiano Atlético e o paraibano Campinense.

SUGESTÃO

A Associação dos Cronistas Esportivos de Bauru (Aceb) bem que poderia ser reativada. Outra sugestão: seria uma boa a volta Quadrangular Aceb, com os dois melhores colocados de cada liga, para abrir a temporada do nosso futebol amador, em janeiro ou fevereiro - ou março.

O MECÂNICO ÉDER

Os Meninos da Vila pulverizaram o São José por 8 a 0 e avançaram no Campeonato Municipal de Piratininga. Estão chamado o time comandado pelo colega Éder Azevedo de máquina inquebrável.

CURIOSIDADE

Em dezembro de 1979, o Marília goleou o Santo André por 4 a 1, em Bauru, e foi mantido no Paulistão. Esse jogo da morte reuniu o último colocado da Primeira Divisão e o vice-campeão da Segundona.

FALA SÉRIO

Domingos acertou a renovação de contrato por três anos. Quem saiu no lucro com isso foi o Corinthians, já que o técnico Mano Menezes queria o atrapalhado zagueiro do Santos.

FOLCLORE

Do técnico Joel Santana, quando estava no Botafogo. “Afastei o Alexandre porque resolvi privatizar a disciplina”.

MEMÓRIA

Decisão do Amador de Bauru de 1979: Parquinho 1 x 0 Prudência, no estádio distrital Horácio Cunha, gol de Paulinho. Foi o primeiro dos 14 títulos conquistados pelo Parquinho até aqui. Árbitro: Natalino Rodrigues. Renda: 20 mil, 890 cruzeiros. Parquinho: Paulo Eduardo Martins; Carbureto, Luisinho Madureira, Roberto e Gílson; Maurinho e Paulinho; Zé Álvaro, Paulinho II, Vadinho e Valtão (Dinei). Técnico: Getúlio Rosa. Prudência: Tó; Denílson, Cuca, Nardo e Valmir; Pelé (Canhoto) e Lopes; Cafuringa (Reinaldo), Onivaldo, Luís Carlos e Oliveiro. Técnico: Mingue.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço amigo Domício Yamashita, advogado e procurador do Tribunal de Justiça Desportiva da Liga Regional de Futebol de Bauru.