Brasília - A sobrevida média de pacientes com aids nas regiões Sul e Sudeste passou de 58 meses para 108 meses entre 1995 e 2007. É o que aponta o Estudo de Sobrevida dos Pacientes de Aids no Brasil, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. O estudo foi feito em 23 cidades das duas regiões, que concentravam 82,4% dos casos de aids no período.
A causa da melhora no tempo de vida segundo o documento é o diagnóstico precoce, seguido do acesso a medicamentos anti-retrovirais e do acompanhamento clínico adequado.
A chance de sobrevivência de crianças com aids também aumentou. Em 1980, uma criança com menos de 13 anos diagnosticada com a doença tinha 25% de chances de estar viva após 60 meses. Entre 1999 e 2002, o percentual aumentou para 86%.
Entre 1980 e junho de 2008, foram registrados 506.499 casos de aids no Brasil. Nesse período, 205.409 morreram em decorrência da doença. A média anual de casos entre 2000 e 2006 foi de 35.384 anos e a epidemia é considerada estável. Estima-se que 630 mil pessoas estão infectadas com HIV. A região Sudeste tem 60,4% dos casos. O Sul tem 18,9%, o Nordeste, 11,5%, o Centro-Oeste, 5,7% e o Norte, 3,6%.
Entre 2000 e 2006, a taxa de incidência (número de casos a cada 100 mil habitantes) caiu apenas na região Sudeste, passando de 24,4 para 22,5. No Sul, a taxa aumentou de 26,3 para 28,3 e no Centro-Oeste de 13,9 para 17,1. Na região Norte, o número passou de 6,8 para 14 e na Nordeste de 6,9 para 10,6.
A taxa de incidência de aids entre pessoas acima de 50 anos dobrou entre 1996 e 2006. O número de casos a cada 100 mil habitantes passou de 7,5 para 15,7.