09 de julho de 2026
Geral

‘É preciso saber lidar com as emoções’, diz psicanalista

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Quadros como desânimo, raiva ou ansiedade são comuns a todos os indivíduos, afirmam os especialistas em saúde mental. “O que vai determinar se essas emoções terão ou não um caráter patológico é a intensidade com que elas se manifestam”, explica a psicanalista bauruense Fumiko Nakano, que atua há 25 anos no atendimento a pessoas com transtornos mentais.

“A paixão é um ótimo exemplo disso que estou falando. Se ela aparece de maneira controlada, trará reflexos positivos à vida do indivíduo. Se, porém, sai dos limites, acaba se tornando um problema sério para a pessoa”, reforça.

Para que as patologias mentais não surjam, explica Fumiko, é preciso tentar imprimir uma dinâmica equilibrada à vida, como no símbolo chinês do Yin/Yang (que simboliza a harmonia perfeita entre os princípios opostos que regem o universo). Mas nem sempre isso é fácil de ser alcançado.

“Há pessoas que são mais frágeis que as outras em termos emocionais. Alguns de nós têm mais dificuldades para lidar com as perdas e frustrações”, diz a psicanalista. De acordo com ela, suicídios (tentados ou consumados) estariam associados a uma série de fatores ocasionantes.

“Na prática, há um conjunto de causas que podem induzir uma pessoa a atentar contra a própria vida. Uma depressão aguda, por exemplo, associada a delírio psicótico e a alguma frustração intensa”, explica Fumiko.

“Quando temos a noção de realidade preservada, somos capazes de avaliar as conseqüências de nossos atos - coisa que alguém que passa por um estado delirante não tem condições de fazer”, conclui.