• De mãos atadas
Mais do que a “bronca” dos vereadores Toninho Garmes (PTB) e Primo Mangialardo (PV) no consultor jurídico da Casa, Carlos Gobbi, a sessão de ontem da Câmara Municipal transformou-se em um ato de desagravo contra o “engessamento” a que o Legislativo estaria submetido, na opinião geral dos parlamentares.
•Inconstitucional
Para variar, o prefeito Tuga Angerami enviou mais uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra um projeto de lei, do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), que versa sobre a emissão de um alerta toda vez que a situação do abastecimento de água estiver comprometida. A prefeitura tem vencido quase todas no Tribunal de Justiça.
• “Querem rasgar!”
O consultor Carlos Gobbi ouviu a tudo atentamente, pensou muito antes de responder (havia decidido não falar), mas após o discurso de Mangialardo tascou: “Eles querem rasgar a Constituição”. E foi embora como personagem do dia, em uma sessão que prometia ser monótona.
• Dinheiro federal
O vereador Marcelo Borges (PSDB) cobrou ações (dinheiro) do governo federal em Bauru, ontem. Ao votar em mais um projeto autorizando obras com recursos do Estado, o tucano disse que está “cansado” de ver apenas o governo estadual investindo na cidade.
• Arquivamento
Durante a sessão de ontem, foi arquivado o parecer que pedia a realização de audiência pública para análise da situação financeira da Associação Hospitalar de Bauru (AHB). De acordo com o relator, vereador João Parreira de Miranda (PSDB), a entidade se recusa a discutir a crise financeira pela qual passa.
• Saúde pública
Segundo o parecer, poderá ocorrer um colapso no sistema de saúde do município com a paralisação nos atendimentos do Hospital de Base (HB) e da Maternidade Santa Isabel caso não haja providências urgentes. A direção da AHB reconhece as dívidas que tem, mas nega que esteja para fechar.
• Intervenção
O Ministério Público (MP), a Secretaria Estadual de Saúde e a da Fazenda foram informados sobre a situação dos hospitais mantidos pela Associação Hospitalar. O parecer solicitou a intervenção na Associação Hospitalar para verificar a real situação financeira e apurar eventuais irregularidades.
• Na Paulista
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, alertou ontem, em São Paulo, que o momento de incertezas em relação ao cenário da economia mundial e seus efeitos sobre o Brasil exigem “equilíbrio que não pode nem cair no erro da futurologia do caos nem do otimismo falso”.
• Crédito irrigado
Os representantes da indústria brasileira querem que o governo adote medidas para irrigar o crédito, baixar a taxa de juros, alongar os prazos para recolhimento de impostos e implementar medidas de prevenção contra o desvio de importações predatórias para o Brasil (dumping).
• Supermercados
Para o setor industrial, alguns setores da economia mantêm vendas normais, como os supermercados, e assim devem continuar até o início do ano, pelo menos. Skaf avalia que os efeitos da crise são mais evidentes, neste momento, em setores como a siderurgia, peças e indústria automobilística, onde há maior dependência de financiamento para os negócios vingarem.