08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Só resta a chaminé


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Saudades é a palavra que resume os bons tempos de nossa querida Vila Antártica e adjacências, um dos bairros mais antigos de Bauru, que começou na década de vinte junto com a antiga fábrica de refrigerantes. Quantas famílias aqui se instalaram e hoje seus filhos, netos e bisnetos são pessoas de respeito não só em Bauru, ganharam projeção nacional e até internacional. Vamos reelembrar agora os Garmes, Obeid, Mondelli, Matsumoto, Mancuso, Ferrero, Fernandes Egéa, Penha, Salles, Mosqueti, Cardoso Canova, Igepi, Alegria, Comegno, Matias, Bigheti, Crepaldi, Rascão, Caçador, Godoi “Zimbo Trio”, Carrijo, Silva Soares, Afif, Bacan, Aceituno Gomes, Bagnol, Lot, Passos, Perezin, Lopes, Rios, Fuzetti, Canedo, Tripoli, cada familia representa uma grande história de conquistas, realizações e amor ao próximo que existia naquela época.

Muitas indústrias ali foram se instalando: Matarazzo, Anderson Clayton, Leão Bichuski, Torrefação de Café, Adubo dos Ingleses, Laticínios Bauruense e Vigor, Texaco, o Quartel da Polícia Militar e muitas outras. O comércio era intenso, principalmenta na rua Marcondes Salgado. Vivia em função das indústrias.,Oo primeiro posto de abastecimento de alimentos do Sesi foi naquele setor. Podemos dizer que o primeiro distrito industrial começou ali. Da pujança da época sobrou o velho chaminé da antiga companhia Antarctiva. Esta lá ainda. Para quem não conheceu, aproveito o espaço para solicitar ao conselho do patrimônio histórico e às forças vivas da sociedade que tentem preservar um dos últimos marcos daqueles idos e bons tempos. Na continuação citaremos mais famílias que ajudaram construir não só nossa vila como também nossa cidade.

José Eduardo Fernandes Ávila - diretor da penitenciária “Alberto Brocchieri” - Bauru