10 de julho de 2026
Internacional

Paquistão confirma prisão de líder de grupo extremista e rejeita extradição

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Islamabad - O governo do Paquistão confirmou ontem que, entre os integrantes do Lashkar-e-Taiba - grupo que combate a presença indiana na Caxemira - presos em ação das Forças Armadas no domingo, estava Zaki ur Rehman Lakhvi, líder da organização. A Índia atribui ao grupo a autoria dos ataques de 26 de novembro a Mumbai, em que morreram 172 pessoas.

A informação, cujos rumores já corriam anteontem, foi confirmada pelo ministro da Defesa paquistanês, Ahmad Mukhtar, em entrevista a uma televisão indiana. Mukhtar anunciou também a prisão de Masood Azhar, líder da Jaish-e-Muhammad, outra organização paquistanesa proscrita.

Os ataques a campos de treinamento do Lashkar-e-Taiba, localizados na Caxemira paquistanesa, foram a primeira resposta militar de Islamabad às pressões exercidas pelos governos da Índia e dos EUA pela repressão a terroristas sediados em seu território. Ontem, outros 20 suspeitos foram presos em ao menos mais cinco ataques realizados a partir de informações obtidas de Lakhvi.

Extradição

O Paquistão reiterou ontem que não tem intenção de entregar à Índia os mais de 15 suspeitos presos no domingo na periferia de Muzaffarabad, na capital da Caxemira paquistanesa, em um acampamento do grupo terrorista Lashkar-e-Taiba.

Desde os ataques, a Índia acusa o vizinho Paquistão de envolvimento. Ontem, a polícia indiana informou os nomes e divulgou fotos dos nove terroristas mortos durante os atentados - todos, supostamente, paquistaneses. O presidente paquistanês, Ali Asif Zardari, pediu ontem que a Índia “respire fundo” antes de fazer acusações e reiterou que o governo paquistanês não está ligado aos terroristas.