10 de julho de 2026
Regional

Última sessão do ano vai definir aumento para prefeito eleito de Jaú

Por Davi Venturino | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A Mesa Diretora da Câmara deve deixar para a última sessão do ano a apreciação do Projeto de Lei que prevê o aumento dos subsídios dos chefes do Executivo em Jaú (47 quilômetros de Bauru). O texto tramita pela Casa desde setembro deste ano e até agora não foi encaminhado para discussão.

De acordo com o documento, o subsídio do prefeito seria reajustado de R$ 11,4 mil para R$ 13 mil, o vice passaria dos atuais R$ 2,8 mil para R$ 7 mil e dos secretários de R$ 4,8 para R$ 7 mil. Inicialmente, o gabinete do prefeito indicou que os secretários recebessem, a partir de 2009, R$ 8 mil, o vice R$ 7 mil e o prefeito R$ 15 mil. Entretanto, a Mesa Diretora da Câmara diminuiu esses valores, igualando para R$ 7 mil os vencimentos dos secretários e vice. O prefeito passaria a receber R$ 13 mil reais.

Os vereadores Rafael Lunardelli Agostini, Carlos Alexandre Ramos, ambos do PT e Maria Heloiza Campana Leite (PPS) se manifestaram contra a qualquer aumento para a administração. “Se o projeto do aumento vier na semana que vem, a gente tem que ter vergonha na cara e votar contra, porque é uma pouca vergonha”, criticou Agostini, que há quatro anos vem defendendo uma reforma administrativa com a diminuição de gastos.

A vereadora Maria Heloisa argumentou ser injusto aprovar um projeto de lei que aumenta em 45% os vencimentos dos próximos chefes de governo enquanto os funcionários municipais tiveram apenas 6% de reajuste. “Só votaria a favor se fosse o mesmo aumento para todos os funcionários da rede municipal e para os demais funcionários da Prefeitura”, diz. “Se pensamos muito bem quanto ao reajuste do nosso salário, como vereadores, devemos ter a mesma ponderação com relação aos salários dos secretários municipais, vice e do prefeito”, ponderou.

O texto, que prevê o reajuste dos subsídios, não entrou na pauta de votação e ainda está sendo discutido nos bastidores pelos vereadores. O que não impede de eles chegarem a um acordo. Do jeito que está agora, a tendência é que o projeto seja rejeitado porque a maioria dos parlamentares se manifestaram contra o aumento. Para ser aprovado o aumento serão necessários seis votos a favor, do total de 11 vereadores que compõem a Câmara Municipal.