Polônia - A fase decisiva da COP-14 (14ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), com a participação de ministros de cerca de 150 países, começa hoje em Poznan, Polônia, com questões pendentes e omissões
Uma das principais pendências é o fundo de adaptação às mudanças climáticas, que ainda não está pronto para funcionar e é apontado como crucial para os países vulneráveis se prepararem para enfrentar o aquecimento global. Outro tema ainda sem conclusão é a ampliação do MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), que trata da comercialização de créditos de carbono. O objetivo era fazer em Poznan o esboço do acordo que será fechado no próximo ano, na Dinamarca. Mas não houve avanço na definição do regime que irá substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Tampouco se falou sobre o fato de que a maioria dos países ricos sequer vão cumprir a meta estabelecida por Kyoto, de reduzir 5% as emissões de gases de efeito estufa, em relação a 1990, entre 2008 e 2012.
E um dos temas principais da conferência, o Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, na sigla em inglês), continua sem perspectiva de consenso.
Brice Lalonde, ex-ministro do Meio Ambiente da França e delegado da UE, criticou ontem o Brasil. “O Brasil diz que evitar o desmatamento é o seu esforço de mitigação e só vai concordar se os Estados Unidos e outros países fizerem seu próprio esforço. A União Européia é prisioneira dessa discussão.’’
Uma das discórdias é sobre a forma de financiar a redução das emissões de desmatamento - não há consenso sobre se o pagamento pela conservação virá por meio do mercado de carbono ou não.