09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O poupatempo não é mais o mesmo?


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No começo deste ano, por causa de IPVA, IPTU e outros compromissos, tive de ir ao Poupatempo e já com oitenta anos, sem nem tê-los mencionado, fui tratada com toda a consideração que só os competentes têm quando lidam com público.

Desde a recepção, o encaminhamento, o pessoal da Secretaria da Fazenda, igualmente os da prefeitura, todos me trataram com a maior competência e gentileza. Enviei uma carta a esta prestigiosa Tribuna, nossa voz mais democrática, também gentil e competente, elogiando, ou melhor, fazendo justiça ao Poupatempo e augurando que assim continuasse.

Mais tarde, resolvi ligar-me ao programa da nota paulista e lá fui eu de novo tratada com a nímia gentileza e a alta competência de todos e me congratulei comigo mesmo por verificar que eu tivera razão de elogiá-los.

Informada pela televisão e pelos jornais, sobre desconto indevido num boleto de sessenta meses de compra de um carro fui ao Procon. O primeiro atendimento foi normal, o segundo, este no departamento jurídico, marcado para o dia 10 de dezembro, nem aconteceu porque fui tão mal atendida e tão procrastinado meu direito de agora com oitenta e um anos, que tive de desistir de esperar, pois já estava me sentindo mal.

Foi quando o Itaú me chamou para conversar e lhes contei a minha idade, tiveram a gentileza de encaminhar para a minha casa o simpático, gentil e competente advogado do banco, dr. Francisco Duque Dabus, com o qual firmei o acordo proposto pelo Itaú e ele me disse que até o próximo dia 15 tudo estaria acertado. De fato, no dia 15, alguém do banco me telefonou dizendo que eu fosse ao Poupatempo onde a negociação seria finalizada.

Eu fui e muito bem na recepção, de onde um rapaz gentil me encaminhou para pegar a senha e ir esperar, na frente do jurídico e eu lá fiquei, observando uma jovenzinha muito loura e muito bonita que conversava animadamente com a titular que a atendia e eu ficava olhando no painel para ver se chamavam o meu número.

Depois de algum tempo que me pareceu razoável para um atendimento fiz um sinal e imediatamente apareceu meu número no painel; eu fui lá e a moça que atendia no jurídico me recebeu com duas pedras na mão, dizendo se eu não vi que ela estava atendendo a outra pessoa. Eu, que já havia colocado meu envelope com os papéis sobre a mesa dela, recolhi-os, disse-lhe que continuasse a atender a moça loura e linda e fui embora.

Espero novo pronunciamento do Itaú e ao jurídico do Poupatempo espero não precisar ir mais. E que outros departamentos não lhes sigam o mau exemplo.

Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.94