08 de julho de 2026
Internacional

Coronel acusado de massacre de 800 mil em Ruanda é condenado

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Tanzânia - Considerado o idealizador do genocídio ruandês (1994), o coronel Theoneste Bagosora foi condenado ontem a prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR). A Corte instalada na Tanzânia pela ONU, que há 14 anos busca levar à Justiça os responsáveis pelo massacre de 800 mil, condenou outros dois altos oficiais e absolveu um terceiro. Cabe recurso em Haia, onde funciona a segunda instância do TPIR.

Gratien Kabiligi, ex-chefe de operações militares de Ruanda, foi absolvido. Segundo o tribunal, Bagosora, então chefe-de-gabinete do Ministério da Defesa, era “a mais alta autoridade no órgão com poder sobre o Exército” nos dias seguintes ao ataque que matou o presidente Juvénal Habyarimana e precipitou o massacre de tutsis e hutus moderados.

Com o avanço da Frente Patriótica Ruandesa (FPR), grupo tutsi hoje no governo, Bagosora fugiu de Ruanda, mas foi preso em 1996. Foi considerado culpado por genocídio, crime contra a humanidade e responsável direto pelo assassinato de Agathe Uwilingiyimana e dos dez militares belgas.