09 de julho de 2026
Polícia

Só muro alto e portaria não são suficientes

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Muros altos, cercas elétricas, circuito de câmeras, alarmes. Além de equipamento eletrônico, a segurança de condomínios deve ter pessoas treinadas e um procedimento interno que não deixe abrir exceções. Para Paulo Ricardo Furlanetto, gerente de uma empresa especializada em segurança patrimonial, o estabelecimento de uma conduta interna – que deve ser seguida à risca -, é uma das chaves de um condomínio seguro.

“Os condôminos devem estipular regras de segurança. Eles devem determinar se pode ou não pode entrar desconhecidos. E o funcionário de portaria deve barrar o que não estiver na regra”, orienta Furlanetto. “E após as diretrizes serem estabelecidas, não se pode ter exceção. Abrir exceção é dar abertura na segurança”, afirma.

Outro ponto observado por Furlanetto é o treinamento do pessoal. “Um homem treinado em segurança é diferente de um porteiro. Ele tem treinamento específico para essas situações“, pondera. Além disso, ele afirma que em condomínios fechados, o portão de acesso é um dos principais pontos a terem a segurança reforçada. “Quem tem o poder de abrir um portão, deve estar num lugar restrito, que não permita que essa pessoa seja rendida”, esclarece.

Cláudio Buzalaf, responsável por uma empresa de vigilância da cidade, afirma que mesmo morando em condomínio, a pessoa deve investir na proteção de sua casa. “É interessante aumentar a segurança do imóvel com sensores de presença, alarmes, circuitos de câmeras”, afirma. Um item importante, diz, é que na portaria haja um botão de alerta ligado à central para casos de emergência.

Um problema, frisa, é que muitos condomínios utilizam serviços de vigilância de empresas não cadastradas na Polícia Federal, sem a devida qualificação.