Pederneiras - O Fórum de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) ganhou novo ‘layout’ com a construção de uma rampa de acesso para portadores de necessidades especiais. A obra de adaptação do prédio construído na década de 70 custou cerca de R$ 70 mil, recursos obtidos junto à iniciativa privada da cidade com a mão-de-obra da prefeitura. Na inauguração, a diretora do Fórum, juíza Ana Carolina Achôa Aguiar Siqueira de Oliveira anunciou que já pediu um elevador para facilitar o acesso ao piso superior onde está o Tribunal do Júri.
Para ela, a acessibilidade ainda é parcial. “O acesso é até o primeiro piso, infelizmente a acessibilidade ao piso superior ainda não está concretizada. Oficiamos a Secretaria da Justiça e apresentamos o problema de todas as pessoas que precisam do Poder Judiciário. Estamos pleiteando um elevador, ainda que modesto. Recebemos um arquiteto da secretaria que veio conhecer o nosso prédio. Acredito que vamos ser contemplados, no próximo ano.”
Para o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Carlos Paulo Travaim, que esteve presente representando o presidente do TJ, a acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais aos órgãos públicos é um direito do cidadão. “Não estamos fazendo nenhum favor a eles. A comarca de Pederneiras está dando exemplo para o resto do Estado e para o país. A comunidade se aliou e com a orientação da prefeitura e diretora do Fórum conseguiram concretizar a obra.”
Segundo ele, no Estado de São Paulo há muitos prédios com acesso, porém, os mais antigos não possibilitam nem mesmo as adequações necessárias. “Os novos estão sendo construídos com o acesso aos portadores de necessidades especiais.”
A acessibilidade das pessoas especiais aos prédios públicos atende a lei, explica a diretora do fórum, juíza Ana Carolina de Oliveira. “Tínhamos um prédio que a única forma de entrada era uma escada de pelo menos 40 degraus. Unimos nossa idéia com a de uma arquiteta que viabilizou a obra.”
Além da rampa de acesso, outras adaptações foram feitas para facilitar a vida das pessoas especiais. “Na comarca temos uma advogada que teve poliomelite na infância e tem dificuldades de acesso. Ela atua no Tribunal do Júri que fica no andar superior, portanto o acesso ainda é parcial.”
A diretora explica que no momento foi possível fazer a rampa, um banheiro, os corrimões da escada e uma sala de audiência no piso térreo, onde os juizes poderão ouvir o público alvo.
Para a prefeita da cidade, Ivana Camarinha (PV), a obra só se concretizou graças a postura da juíza diretora do Fórum que buscou os meios para fazer a rampa e as adaptações. “Isso é inclusão social. É a conquista da cidadania. Eu acho que os poderes públicos, executivo, legislativo e judiciário têm que dar exemplo. É um passo à frente.”